Mato Grosso do Sul

Zeca: ‘O Sottoriva e o grupelho dele é quem têm que pagar minha indenização’

O ex-governador obteve mais uma vitória no STJ que condenou o Estado a indeniza-lo em R$ 170 mil por danos morais por conta de acusações do MPE

03/07/2019 08h35 - Por: Folha de Dourados

 

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O ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, declarou ontem (02) à imprensa de Campo Grande que deve pedir o afastamento de membros do Ministério Público Estadual (MPE), além de entrar na Justiça com uma ação de regressão para que promotores arquem com as indenizações que o Estado vem sendo condenado a pagá-lo.

Nessa semana, Zeca do PT obteve mais uma vitória no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que condenou o Estado a indeniza-lo em R$ 170 mil por danos morais por conta de acusações do MPE no caso conhecido como "farra da publicidade".

"O Sottoriva (hoje corregedor do MPMS, Marcos Antônio Martins Sottoriva) e o grupelho dele é quem têm que minha pagar (indenização)", afirmou o ex-governador em referência a um grupo de promotores de Justiça que patrocinou acusações contra ele e membros de seu governo entre 1999 e 2006.

Na época, Sottoriva apresentou à Justiça várias ações acusando Zeca e servidores públicos de desviar recursos a partir de contratos de publicidade. Para ele, os promotores foram "irresponsáveis e arbitrários", porque "forçaram uma situação sobre uma fita gravada clandestinamente e que, depois, a mulher (a ex-servidora Ivanete Martins) que fez as acusações desmentiu". O caso gerou dezenas de ações na Justiça Estadual, a grande maioria já vencida pelo ex-governador.

Sentindo-se ultrajado, Zeca foi à Justiça solicitar indenização por danos morais, no valor de R$ 500 mil. A primeira sentença, do juiz Ricardo Galbiati, nesta ação, previu pagamento de R$ 30 mil, depois elevada para R$ 50 mil no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Agora, o STJ determinou o pagamento deste último valor ao ex-governador, mas corrigido –chegando aos R$ 170 mil.

O ex-governador disse que as acusações lhe causaram um grande prejuízo político e alertou que seu caso serve de reflexão ao que vem acontecendo no País, onde alguns promotores e procuradores "atuam por questões de ordem pessoal".

 

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