Paraguai

Justiça paraguaia rejeita recurso e mantém Ronaldinho em prisão domiciliar

Ex-jogador está no Paraguai há 4 meses, com irmão Roberto Assis. Eles foram presos após tentarem entrar no país com passaportes falsos

11/07/2020 17h43 - Por: Folha de Dourados

 
Ronaldinho está preso há 4 meses no Paraguai - Nathalia Aguilar/EFERonaldinho está preso há 4 meses no Paraguai - Nathalia Aguilar/EFE

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Ronaldinho Gaúcho sofreu uma nova derrota judicial nesta sexta-feira com a rejeição de um recurso que a defesa apresentou para que o ex-jogador e o irmão, Roberto Assis, fossem liberados da prisão domiciliar, na qual estão desde abril por terem entrado no Paraguai com passaporte com conteúdo falso.

A Quarta Câmara do Tribunal de Recursos indeferiu o benefício, tornando definitiva a decisão do juiz penal de garantias, Mirko Valinotti, que em 6 de março negou um pedido inicial do Ministério Público para que Ronaldinho e seu irmão Roberto fossem favorecidos pelo "critério de oportunidade", que livraria os brasileiros de processo em troca de colaboração com a justiça.

A Câmara declarou "inadmissível" a ação dos advogados do melhor jogador do mundo em 2004 e 2005, de acordo com fontes judiciais citadas pela mídia local. A decisão de Valinotti, baseada na comissão de uma suposta ofensa, foi apelada pela defesa dos irmãos um tribunal superior, que finalmente emitiu uma decisão nesta sexta-feira, quatro meses depois.

Em 7 de março, outra juíza de garantias, Clara Ruiz Díaz, ordenou a prisão preventiva de Ronaldinho e Assis no Grupamento Especializado da Polícia Nacional, em Assunção. O local recebe políticos processados por corrupção e prisioneiros com casos de tráfico de drogas após uma retificação pela Procuradoria Geral da República.

Os dois ficaram encarcerados até 7 de abril, quando foram levados para um hotel da capital, após o pagamento de fiança de US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 8,5 milhões), e permanecem em prisão domiciliar desde então. Eles estão sob custódia policial e proibidos de sair do Paraguai, acusados de uso de documentos públicos com conteúdo falso, com uma pena que pode chegar a até cinco anos

 

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