VICTOR TEIXEIRA

Aonde falta o vírus chegar, por brechas na harmonia entre os esforços públicos

01/08/2020 09h16 - Por: Folha de Dourados

 
Victor TeixeiraVictor Teixeira

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Por Victor Teixeira

Passados mais de três meses, encerrou-se na ilha de Samoa Americana sem nenhum caso detectado de COVID-19 o estado de emergência em que a administração local a manteve. Assim a jornada se desdobrou sem iniciais ruídos de comunicação na estipulação dos deveres necessários e ajustamento dos prazos para seu cumprimento. E assim há de ser no preparo das vindouras providências dependentes de como se desenrolar o controle do novo coronavírus local e externamente, incluindo o país sob cujo domínio supremo o território indica estar pelo adjetivo pátrio componente de seu nome.

Por força de três das emendas recebidas do governador Lolo Matalasi Moliga (uma em 1° de abril prevista para caducar no transcurso de exatamente um mês, outra na mesma data de maio, com igual prazo de validade, e outra no primeiro dia de junho caducada na mesma data do atual mês) após tê-la emitido a 17 de março, a declaração de emergência foi o recurso orientador dos procedimentos aos quais os mandatários e o povo (consistindo juntos em cerca de 55 mil residentes) da ilha tiveram sua íntegra existência condicionada enquanto a COVID-19 seguia indomável pelo planeta. Um prévio surto de sarampo dera aos mandatários e cidadàos porçôes iniciais de experiência com transitórios embargos à vida coletiva vislumbrando minorar o número de hospedeiros humanos acessíveis a patógenos contagiosos.

O funcionamento de estabelecimentos de ensino, instituições religiosas e atividades econòmicas em cuja falta se possa dar um jeito em casa não desfrutou de apoio governamental. Só negócios dos ramos de alimentação e farmácia e o deslocamento de trabalhadores da fábrica de conservas StarKist, único estabelecimento industrial da localidade, constam como provedores privados de bens e serviços livrados de limites em horátios de funcionamento (das 6hs às 18hs, faixa horária aliviada para das 5hs às 21hs na última emenda). Mover-se para fora da terra firme por via aérea era impossível, enquanto o fluxo contrârio através das águas continuava parcialmente aberto, somente para o desembarque de navios com suprimentos essenciais. Como alternativa ocasionalmente aproveitável à completa solidão havia a possibilidade de encontros familiares entre não mais que 10 pessoas.

Como se poderia notar nos registros da reação estatai e popular à crise pelo portal de notícias Samoa News se mais disseminado estivesse globalmente o mergulho de habitantes das mais diversas frações do planeta no conhecimento do que se passa nele mediante consultas a endereços virtuais expositores de contínua informação sobre lugares distantes de onde moram, a força-tarefa e o grupo de trabalho estruturados sob os comandos do governador foram totalmente correspondidos por ele e o pessoal a serviço do mesmo no proveito das propostas disponibilizadas visando guiar a população numa passagem sem maiores baixas (restritas ao campo econômico) por essa atribulada fase da história contemporânea. De 6 de abril data um memorando de autoria do governador, trazido a público pelo Samoa News, expoente de maus contatos na relaçäo entre o Executivo e os encarregados de acompanhar a elaboraçäo e salvaguardar a postura em vigpor de suas diretrizes por uma hipotética repetição dos quais podem estar em risco os passos dados agora e os futuros no ordenamento das funcionalidades estatais e direitos e deveres do povo às variações observáveis no nível de presença do coronavírus na porção ultramarina e no resto dos Estados Unidos e do planeta.

O memorando dirigia às forças auxiliares criadas pelas autoridades locais para lhes servirem enquanto persistir a excepcionalidade questionamentos acerca de quais medidas teriam de ser providenciadas após o estado de emergência expirar onze dias depois. Sua persistência até 1° de maio, antes do penúltimo ajuste, com base no prolongamento no mesmo dia de abril passara despercebida por Lolo ao ter sido por ele aproveitado como ponto de partida o dia 17 de março, a partir de quando os procedimentos passaram a ter efeito prático. Representantes da justiça local e da força-tarefa pronunciaram-se reafirmando ante o povo quanto tempo a mais era preciso passar sob o arrocho na rotina para em seguida retornar paulatinamente à normalidade.

Futuros avanços de sinal no lançamento de diretrizes e na dosagem de seu rigor e prazo de validade por qualquer uma das partes atuantes são tudo de que não precisa uma ilha detentora de um agudamente positivo contraste da proteção alcançada por seu povo com a perceptível no resto do colossal país que integra. Foi para garantir a implementação de aprimoradas ofensivas dirigidas ao invisível algoz como um plano de testagem massiva engendrado pelo único hospital de Samoa Americana que os residentes da diminuta terra emersa passaram por aqueles meses de seriamente suprimida convivência interpessoal.

Noutros pontos do país as cifras de vítimas ganham reforço de novas ondas de contágio após gestores estaduais e municipais removerem as restrições à atividade econômica sem transformar o peso criado sobre seus sistemas de saúde pela primeira avalanche de casos em alimento para iniciativas de profilaxia ou remediação sanitária e mercantil com similar propensão a surtir efeito sob as circunstâncias demográficas de cada área. Os focos de deficiente consideração para com o que os limites de eficiência dos hospitais para a resposta a essa nova moléstia mostravam ser os corretos rumos a ser dados à gestão dos recursos humanos e materiais destinados aos estabelecimentos e ao ordenamento socioeconômico tiveram inicial propulsão com o alardeamento por Trump das cientificamente incertas propriedades terapêuticas da cloroquina, pelo qual em março um casal do Arizona se deixou levar praticando automedicação, a causa de complicações que tiraram a vida do homem. O republicano fica devendo a essa faceta da defesa da vida semelhante engajamento demonstrado na constrição do respaldo ao aborto dentro e fora de seu país com o erário público pelo qual todos os americanos precisam sacrificar parte de seus ganhos materiais para ter acesso ao suprimento de necessidades elementares indiferentes ao poder aquisitivo de quem escolhem como vítimas.

Por seu status político e econômico Samoa Americana está posicionada rente a essa moribunda realidade, de cujos impactos diretos e mais difíceis (sendo minimamente otimista) de serem revertidos sua população tem se mantido a salvo mediante eficazmente assegurada fidelidade aos protocolos comportamentais preventivos fixados por suas autoridades mais próximas. Bastam, porém, novos passos por qualquer um dos segmentos ativos objetivando instituir ou modificar ditames sem as cabíveis contribuições das outras partes atuantes para que caia esse bastião de segurança sanitária!

 

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