Juca Vinhedo –
A FRASE
“O caso [Master] inspira muito cuidado, podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país, podemos estar diante disso. Então temos que tomar todas as cautelas devidas, com as formalidades, garantindo todo o espaço para a defesa se explicar, mas, ao mesmo tempo, sendo bastante firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público”
(Fernando Haddad – Ministro da Fazenda)
Polêmica à vista
O prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra (PSDB), pretende expandir o comércio da cidade, avançando sobre o dique de contenção da águas do Rio Paraguai, construído em 1.979, com um projeto de revitalização. Mas, nesse angu já tem um caroço: vai deixar sem-teto folclórico ribeirinho que já foi piloteiro de embarcação levando Lula e Zeca do PT, décadas atrás.
Bolha bolsonarista
Tudo indica que o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) terá uma reeleição tranquila nas eleições de outubro. Fiel a Jair Bolsonaro, ele alimenta com muita competência as redes bolsonaristas. Conhecido nacionalmente como “Gordinho do Bolsonaro”, adversários já começam a espalhar o trocadilho “Gordinho do presidiário”, em alusão aos dias de cárcere do ex-presidente.
Alô Você!
O primeiro ano da gestão Marçal Filho já ficou para trás e, até aqui, o prefeito — que também construiu carreira como radialista — tem se apresentado como um gestor eficiente. Com poucos ruídos políticos, a administração segue em ritmo organizado, mesmo diante de desafios estruturais históricos enfrentados por Dourados, especialmente na área da saúde.
A expectativa em torno do funcionamento do Hospital Regional é grande. A aposta da gestão municipal é que a nova unidade contribua para desafogar o Hospital da Vida e, por consequência, a UPA, ampliando a capacidade de atendimento e gerando reflexos positivos na percepção da população sobre o governo.
Marçal tem entregado uma performance que incomoda opositores. Com domínio da comunicação de massa e discurso direto, o prefeito dialoga com a população por diferentes canais — com destaque para as redes sociais, como Instagram e TikTok — e mostra que é possível governar e, ao mesmo tempo, prestar contas de forma imediata e acessível.
Amparado por um secretariado bem posicionado e por um nome que se fortalece no cenário local, as críticas à gestão, ao menos até o momento, são tímidas e esparsas, quando não inexistentes.
Resta agora observar como o prefeito irá se comportar em 2026, ano que tende a ser decisivo tanto para a consolidação do governo quanto para os movimentos políticos que já começam a se desenhar no horizonte.
Degrau acima
As sessões legislativas de 2026 da Câmara de Dourados iniciam em fevereiro. Existe a expectativa do surgimento de outras candidaturas à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, entre os 21 vereadores. Por enquanto, somente Isa Cavala Marcondes (Republicanos) está posicionada como pré-candidata estadual, e Elias Ishy (PT), candidatíssimo a federal. Nos bastidores ventilam-se os nomes de Liandra Brambilla e Rogério Yuri, ambos do PSDB, e Marcelo Mourão (PL).
Lixo Hospitalar
Talvez não tenha sido um bom negócio para o governador Eduardo Riedel (PP) terceirizar o Hospital Regional de Dourados. Além de suposta irregularidade na gestão dos Resíduos de Serviços de Saúde, já pululam uma série de reclamações partindo, inclusive, de aliados, com a empresa de Goiás contratada pela vencedora da licitação, como demissão de funcionários selecionados por processo seletivo, não valorização dos médicos de Dourados e promessa impraticável de cirurgias/mês. Pelo visto, a aguardada unidade hospitalar está se transformando numa “república goiana”.
Lama Asfática 2
Circula por aí, dossiê denunciando um suposto cartel de construtoras de parentes, amparado por uma entidade, que já faturou algo em torno de R$ 381 milhões em obras com deságios irrisórios. Revela laços familiares e profissionais entre empresas aparentemente concorrentes, que acendem um alerta sobre a integridade dos processos de contratação de obras públicas. À conferir.
Hospital Binacional
A política sul-mato-grossense começou 2026 a todo vapor. Um dos empresários de maior sucesso da região de fronteira já se movimenta nos bastidores com o objetivo de ocupar uma cadeira no Congresso Nacional na próxima legislatura.
Com atuação consolidada no setor da educação na faixa de fronteira, Carlos Bernardo tem ampliado sua articulação política, dialogando com lideranças influentes de Ponta Porã e também com estruturas do governo federal, como o Incra.
Resta agora acompanhar se a entrada do empresário no jogo político renderá frutos concretos. Entre as bandeiras defendidas, está o tão aguardado Hospital Binacional, proposta que ele tem apresentado como uma das prioridades para a região. O tabuleiro está posto — e as próximas jogadas prometem movimentar o cenário estadual.
Chefe
Sandro Omar desponta como uma das figuras mais emblemáticas do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul e já se coloca no tabuleiro como pré-candidato a deputado federal nas eleições de outubro. Conhecido como um dos principais articuladores da assessoria do deputado Vander Loubet, Sandro agora mira um espaço maior na cena política estadual.
O movimento ocorre em meio à possibilidade de um vácuo na Câmara Federal, já que Vander, a quem Sandro costuma se referir como “chefe” — em tom de respeito e lealdade política —, se apresenta como pré-candidato ao Senado.
À frente de uma das principais correntes internas do PT no Estado, a Resistência Socialista, Sandro Omar construiu um perfil de articulador habilidoso, transitando com relativa facilidade entre diferentes correntes políticas e mantendo boa interlocução com prefeitos e lideranças municipais.
Nas redes sociais, o pré-candidato também tem mostrado fôlego. O embate público com a prefeita Adriane Lopes, apontada em pesquisas recentes como a mais mal avaliada entre as capitais brasileiras, ampliou sua visibilidade e engajamento digital.
Com forte presença online, trânsito político consolidado e o selo do RenovaBR, Sandro Omar surge, hoje, como um nome competitivo na disputa eleitoral de outubro. Se conseguirá transformar articulação e engajamento em votos, o tempo — e as urnas — dirão.


