Pesquisa do Vox Populi encomendada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) aponta que metade dos professores afirmam que trabalharam mais horas durante o ensino remoto, enquanto 80% dos estudantes alegaram que estudaram por menos tempo do que antes da pandemia.

Isso se dá porque a preparação, elaboração e correção dos materiais de estudo — além de questões burocráticas como análise de frequência dos alunos — consomem muito mais tempo dos profissionais da educação no sistema remoto.

Além disso, 60% dos professores e 40% dos estudantes afirmam que a educação à distância não tem nada de positivo. Outro problema apontado foi que o modelo era insuficiente, segundo 80% dos docentes e 65% dos alunos, para tirar dúvidas.

Por isso, 74% dos alunos e 67% dos professores acreditam que a educação à distância é pior do que a presencial. No entanto, por medo da Covid-19, só entre estudantes (52%) a maioria dos ouvidos aprova a volta às aulas. Entre pais de alunos o índice é de 46% e entre docentes é de 42%.

Além disso, ainda segundo a pesquisa, 20% dos professores e 45,9% dos pais dos alunos acreditam que as escolas não foram adaptadas para as aulas acontecerem.

O estudo foi feito ouvindo 3.600 pessoas distribuídas entre professores (1.500), pais de alunos (1.500) e alunos (600). Todos são ligados às redes públicas (estadual ou municipal), da educação infantil, ensino fundamental e médio.

Em São Paulo, o governador João Doria anunciou no começo do mês o fim da limitação de 35% da turma presencial, seja pública ou privada. Agora, a regra passa a ser o tamanho das salas: aquelas que comportarem todos os alunos com um metro de distância entre si poderão funcionar sem rodízio. A rede municipal da capital paulista decidiu seguir a mudança, que já está valendo.

Na prática, isso possibilita que escolas com mais espaço voltem até com todos os alunos em sala de aula, sem a necessidade de rodízio — cenário que deve ser exceção na rede pública. (Extra)

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