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Nem Artuzi, nem Geraldo, André quer Murilo prefeito

Governador cumpriria acordo feito em 2006 e

Política – 01/10/2007

O governador André Puccinelli afirmou publicamente que o candidato de sua preferência para a Prefeitura de Dourados é o seu vice, Murilo Zauith (DEM). A declaração do governador pegou de surpresa o próprio Murilo, que vinha tentando retardar o lançamento da sua candidatura para o ano que vem. Zauith fez cara de espanto quando questionado pela nossa reportagem sobre a atitude do governador, e afirmou apenas que, “agora é buscar apoio e reunir os companheiros”, disse, o pré-candidato dois dias antes da festa de filiação que o DEM realizou no sábado, transformada em palanque para o lançamento da pré-candidatura de Murilo Zauith à Prefeitura de Dourados.
 
A tese de que Murilo será o candidato apoiado por André nas próximas eleições em Dourados já havia sido anunciada pela folha de dourados nas edições anteriores, com base em informações de pessoas muito próximas a Murilo e ao próprio governador. A articulação seria resultado de um acordo entre André e Murilo, que remete tanto à eleição passada ao Senado quanto a disputa de 2010.
 
Em 2006 Murilo coloco-se como candidato ao Senado e manteve-se intransigente até a última hora. Mas a candidatura de Murilo criava um sério problema para André, uma vez que o PSDB também pleiteava a vaga ao Senado para Marisa Serrano, que acabou sendo eleita. Naquele momento Murilo abriu mão de uma eleição praticamente garantida ao Senado. Dois candidatos de partidos aliados de André provocaria um racha no palanque de Puccinelli e também favoreceria o então candidato do PT a senador, Egon Krackekec, que ficaria com todas as chances de vencer. Assim, o acordo que teria sido firmado por Puccinelli garantia que na disputa à Prefeitura em 2008 o candidato dos partidos aliados seria Murilo.
 
A outra ponta do novelo termina em 2010, quando novamente haverá eleição para o Senado (com duas vagas) e a “bola da vez” do PMDB é o deputado federal Waldemir Moka, que já teria dito que a fila andou e agora é a sua vez. Se Murilo não se tornar prefeito de Dourados ano que vem certamente vai querer ser senador em 2010, criando mais um problema para Puccinelli administrar e deixando o governador entre a cruz e a espada. Para não ter que escolher entre Moka (PMDB) e Murilo (DEM) para o Senado, o melhor para André é que Murilo sente-se logo na cadeira de prefeito.
 
Geraldo Resende, que veio para o PMDB para disputar a Prefeitura, também deve abrir mão em nome dessa articulação e receberia com o prêmio ser o candidato priorizando do partido, em Dourados, na sua reeleição para deputado federal nas próximas eleições. Para fechar a composição, a ex-deputada estadual Bela Barros migraria para o PMDB para ser vice de Murilo. Seria uma forma de o governador manter a aliança e contemplar o próprio partido.
 

Fonte: Folha de Dourados

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