Murilo não pode engolir engodo de assumir Governo por 3 meses, por José Henrique Marques
Torpedos – 06/02/2010
A proposta de André Puccinelli (PMDB) de se afastar do Governo do Estado durante a campanha eleitoral e, assim, permitir que seu vice, Murilo Zauith (DEM) vire governador por três meses é indecorosa para uma liderança do porte do empresário douradense e uma afronta ao eleitorado do sul de Mato Grosso do Sul.
Puccinelli, na realidade, está nivelado na grande maioria do rol dos políticos que não cumprem compromissos, que não tem palavra política. Afinal, ele não prometera ao mesmo Murilo, em 2006, apóia-lo ao Senado em 2010, quando enfiou goela abaixo de Dourados a candidatura (vencedora) de Marisa Serrano?
Além de não honrar o fio do bigode, agora quer neutralizar a liderança que Zauith exerce no município oferecendo meros três meses como governador, como consolação. Só pode ser mais uma incontinência verbal do governador.
“A proposta de André é vaga”, declarou Murilo à imprensa da capital. E põe vaga nisso. Se aceitar, Murilo passará o recibo de quem foi passado para traz duas vezes pelo mesmo maroto e, com certeza, sua imagem ficará seriamente abalada em Dourados, que sonha em ter um senador da República. E pra chegar lá tem que ter coragem.
Curtas
Parente – O relacionamento familiar e político entre o sobrinho-prefeito Ari Artuzi e o tio-vereador Julio Artuzi é péssimo. A causa: o tio quer ser candidato a deputado estadual e o sobrinho vai lançar a primeira-dama, Maria. Julio e Maria são do PRB.
007 – Fontes fidedignas garantem que Ari Artuzi tem pelo menos quatro dedos-duros em cada Secretaria. O celular do homem não para de tocar com “informações” sobre infiéis. Se for DGA é rua. Se, efetivo, remanejado para longe.
Candango – Os “caciques” do PMDB pouco se importam com a representatividade de Dourados na Assembléia Legislativa. Marçal Filho e Geraldo Resende, que já foram deputados estaduais, nem pensam sair de Brasília. É a chance da vereadora Delia Razuk.
Blocão – A proposta do “blocão federal”, com apenas 12 candidatos, do deputado Vander Loubet não vai virar nada. É que não interessa ao tio dele, Zeca do PT que precisará de muitos “cabos eleitorais”, ou seja, quanto mais candidatos melhor.
Corporativismo – Discutível a posição da Delegacia Regional de Polícia Federal de Dourados de não divulgar o nome dos três envolvidos na tentativa de extorsão no “Caso Douralub”, sendo um deles agente federal. É, pimenta nos olhos dos outros é refresco.
Repercussão – A devolução de R$ 3 milhões da Câmara à Prefeitura de Dourados repercutiu positivamente na mídia nacional. Mas, com um detalhe: por que, isso não aconteceu em 2007 e 2008, já que a estrutura era a mesma? E, aí, Cantor?
Animado – Pesquisas internas partidárias revelam que o vereador Júnior Teixeira (PDT) será um dos mais votados em Dourados para deputado federal. É o prestígio que Artuzi desfruta na periferia. Caso consiga se viabilizar na região, o moço chega lá.
Calote – A JHRibas, empresa terceirizada que puxava cana para uma usina de Maracaju. lesou 30 motoristas de caminhão. Pagou a rescisão com cheques pré-datados. Até aí, vai lá, mas depois sustou as lâminas prejudicando muita gente.
Reflexão
“Orar em conjunto, em qualquer língua, em qualquer rito, é a mais comovedora fraternidade de esperança e de simpatia que os homens podem contrair na terra”. (Anne Necker)
“Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos” (Luiz Vaz de Camões)
“Não há satisfação em enforcar um homem que não faz objeção a isso”. (George Bernard Shaw)
“Eu não gosto de políticos, minhas músicas têm tudo a ver com o bem e a verdade.” (Bob Marley)
“Todo filho da raça saxônica é educado para desejar ser o primeiro. Este é o nosso sistema; e um homem mede sua grandeza pelos arrependimentos, invejas e ódios de seus concorrentes”. (Ralph Waldo Emerson)
Fonte: Folha de Dourados



