Mundo necessita pelo menos de 2/3 dos recursos de aids
Combate a Epidemia – 04/12/2009
O estudo internacional teve origem no Unaids e prevê algumas séries de vertentes da epidemia até a década de 2030.
De acordo com a pesquisa, se o mundo concentrar recursos no combate à epidemia somente em grupos vulneráveis como usuários de drogas injetáveis, homens que fazem sexo com homens, mulheres, entre outros, a redução da epidemia também seria satisfatória a um custo mais baixo.
“Mas o ideal seria um plano estrutural que seria mais equânime e trabalharia também aspectos como identidade de gênero. É inaceitável por exemplo trabalhar a prevenção sem abordar a violência contra a mulher”, disse Chequer.
O representante do Unaids também mostrou os principais estudos evolvendo métodos de prevenção, lembrando que tanto a produção de preservativos masculinos e femininos no mundo são insuficientes.
De acordo com o órgão das Nações Unidas, em estudo de 2006, haveria um déficit estimado de camisinhas masculinas em cerca de pelo menos 27 bilhões de unidades por ano se metade da população de homens passasse a usar preservativos uma vez por semana. “Além disso, a acessibilidade dos preservativos para a população sob maior risco é de apenas 9%”, lembrou Chequer.
Além de falar sobre prevenção e diferentes métodos, Chequer também comentou outros aspectos que envolvem o tema e, principalmente, com foco local nos dados epidemiológicos.
“Temos que pensar menos em dados gerais e entender mais porque certas regiões como o Nordeste e Norte no Brasil apresentam casos tão particulares”.
Pedro Chequer também afirmou acreditar que a prevenção da transmissão vertical (mãe para filho) com procedimentos realizados no pré-natal é uma vacina eficaz contra a doença. “
Temos que entender porque a cobertura no Brasil ainda não é tão ampla. Remédio, nós temos. Essa política foi implantada em 97 mas atinge cerca de 60 a 70% da população”, disse.
Fonte: www.grupodaamizade.org.br



