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Mulheres de ‘catiguria’ se rendem ao maiô à la Bebel

Body usado no estilo

Moda – 03/07/2007

Homens, tremei! Voltou com força total o famoso body “engana mamãe”, muito popular nos anos 60 por ter uma cara comportada na frente, tipo um maiô e ousada atrás, como um biquini. A atriz Camila Pitanga, que interpreta a Bebel na novela “Paraíso Tropical”, é considerada uma das responsáveis pelo boom do modelo versão 2007.
Pelo menos é o que garante Suzana Leal, responsável pela marca Pselda, na Zona Sul do Rio. Ela viu seu estoque se esgotar após a atriz aparecer com uma peça de oncinha pra lá de sexy na novela. A lista de espera já tem vinte pessoas e o telefona não pára de tocar. Somente durante a entrevista, três consumidoras ligaram para encomendar o modelo. Segundo Suzana, as clientes são todas da classe AA e costumam ter entre 30 e 60 anos. O preço também é apimentado. Cada modelo Bebel custa R$ 240.
Tanto sucesso tem uma explicação: “Ela aperta, molda o corpo e tira a barriga. Deixa os homens loucos. O body te veste e te despe. Você pode usar com uma calça jeans ou uma jaqueta e ir para rua sem o menor problema. À noite, na intimidade, você tira o jeans e está vestida com toda sensualidade que a roupa proporciona. É um novo conceito de se vestir. Além disso, o tecido de onça remete a algo selvagem, um sexo mais ousado. Você vira uma verdadeira tigresa”, diz Suzana. A estilista Mariana Lima, de 27 anos, confirma que a peça está retornando ao mercado e reclama que esse conceito de roupa funcional é pouco explorado no Brasil.
“Comprei esse body que a Bebel usa na novela, mas ainda não pude estrear porque meu namorado está viajando. O legal desse modelo é que você tem várias opções de uso. Posso ir a uma boate colocando um jeans e depois tirar e continuar vestida sensualmente. Infelizmente a moda brasileira explora pouco o conceito do body”, diz a estilista.
 “Você quer ser Bebel”, diz uma das adeptas da moda
A médica Carolina Vergara, de 38 anos, também não tem receio de se mostrar sensual e foge do uso vulgar da peça. “Meu marido adora. É sensual. Tem que saber contrapor, fazer sobreposições para ficar legal ”, diz ela. Outra que está feliz da vida com a aquisição é a terapeuta corporal, Márcia Monteiro, de 57 anos. “É um sucesso. Tudo tem seu momento, mas tem a hora que você quer ser a Bebel. É um fetiche. Se fosse mais nova usaria talvez na rua com alguma jaqueta por cima. Tem que saber usar para não ficar vulgar. Meu namorado adorou”, conta ela, toda sorridente.

Fonte: G1

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