Desde 1968 - Ano 56

22.5 C
Dourados

Desde 1968 - Ano 58

InícioPolíciaMulher trans que quebrou iPhone de policial diz ter sofrido transfobia

Mulher trans que quebrou iPhone de policial diz ter sofrido transfobia

Isis Thalya Lira Melo, de 19 anos, flagrada furtando o celular de um policial dentro da delegacia na noite da última segunda-feira (29/6), se manifestou e disse que foi vítima de transfobia e que teve seu próprio celular quebrado por um policial momentos antes. O vídeo da situação dentro da delegacia viralizou rapidamente nas redes sociais.

Isis se manifestou nas redes sociais e, em conversa com o Metrópoles, contou que estava sozinha, dentro do carro de um cliente, aguardando o retorno dele, quando foi abordada por policiais militares.

Segundo Isis, o homem havia a deixado dentro do carro enquanto buscava o pagamento pelos serviços dela. A situação levantou a suspeita da PM de que ela teria roubado o carro e estava dirigindo sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ela foi encaminhada até a 21ª DP, onde — segundo Isis — o homem que estava com ela, compareceu e confirmou que ela não havia roubado o carro.

Veja: https://www.youtube.com/embed/8vNIxjxTk44

Já sem algemas, a jovem diz que foi alvo de ataques e falas transfóbicas, sendo tratada excessivamente no gênero masculino.

“Eles começaram a me chamar de ele, dele, e aí eu falei, ‘ele não, ela!’“, um dos policiais teria respondido que a trataria conforme está no seu registro de nascimento.

Diante das falas, Isis pegou o celular para gravar e diz que nesse momento, teve o aparelho pisoteado e destruído pelo agente da PCDF.

“Ele quebrou todo o meu celular, chutou e pisoteou, aí eu fiquei louca”, relatou.

Em contrapartida, a mulher arrancou o celular do policial, um iPhone 17 Pro Max, avaliado em R$ 12 mil, e saiu correndo da delegacia, sendo seguida pelos outros agentes. Já do lado de fora, Isis confirma que jogou o smartphone no chão para quebrar.

Segundo a ocorrência policial, a mulher chamou um policial de “macaco” após ser detida novamente. Isis foi solta no mesmo dia.

A Polícia Civil do DF foi procurada para comentar as alegações, mas até a publicação da reportagem não houve retorno. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

(Informações Metrópoles)

- Publicidade -

MAIS LIDAS