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Mulher denuncia agressões sofridas por 16 anos e pede medida protetiva em Dourados

Redação –

Uma mulher indígena procurou a polícia após denunciar que foi vítima de agressões físicas praticadas pelo companheiro durante cerca de 16 anos. O caso foi registrado nesta terça-feira (22), na Aldeia Bororó, na Reserva Indígena de Dourados, após a Guarda Municipal ser acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica.

Segundo o boletim de ocorrência, equipes da Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal, com apoio da Guarda Municipal Ambiental e da Ronda Escolar, foram até a Escola Municipal Indígena Agostinho após receberem informações sobre uma possível vítima de violência.

No local, os agentes conversaram com um estagiário de um escritório de advocacia, identificado pelas iniciais O.T.C.V., que relatou ter visitado a residência da vítima por volta das 11h para entregar documentos relacionados a um benefício. Ele afirmou que encontrou R.R. com dificuldades para caminhar e apresentando diversos ferimentos no rosto.

Ainda conforme o relato, a mulher contou que havia sido agredida pelo companheiro, identificado pelas iniciais L.O.A.. O comunicante informou que tentou acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 e também buscou atendimento na Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), mas não conseguiu atendimento imediato. Horas depois, acionou a Guarda Municipal.

Os agentes foram até a residência da vítima, onde localizaram o suspeito. Em seguida, encontraram a mulher na casa da mãe dela, localizada nos fundos do imóvel. A equipe constatou que ela apresentava inchaço acentuado no lado esquerdo do rosto, hematomas e escoriações compatíveis com agressão física.

Em depoimento, R.R. afirmou que convive com L.O.A. há aproximadamente 16 anos e que, desde os 15 anos de idade, sofre agressões constantes. Segundo ela, ao longo desse período acumulou diversas cicatrizes pelo corpo e chegou a sofrer fraturas em decorrência das violências.

A vítima relatou ainda que, durante a madrugada, foi derrubada da cama pelo companheiro, que passou a agredi-la com socos e chutes no rosto e na região do abdômen. O casal tem três filhos, de 16, 12 e 5 anos.

Durante consulta ao sistema policial, os agentes verificaram que L.O.A. possui um extenso histórico de registros por violência doméstica desde 2014, incluindo ocorrências por lesão corporal, ameaça, vias de fato e descumprimento de medidas protetivas.

A mulher manifestou o desejo de representar criminalmente contra o companheiro e solicitou uma medida protetiva de urgência. Ela informou à polícia que teme pela própria vida e pela segurança dos filhos. Também pediu que o suspeito deixe a residência onde a família vive, alegando que o terreno pertence aos filhos do casal e que ele se recusa a sair, além de continuar fazendo ameaças.

Diante dos fatos, L.O.A. foi encaminhado ao plantão da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), onde o caso foi registrado e será investigado pela Polícia Civil. Já a vítima foi levada à unidade policial para prestar depoimento e dar continuidade aos procedimentos previstos na Lei Maria da Penha.

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