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Mulher consegue adoção de sobrinho quase seis anos após assassinato de irmã: ‘Lutei por ele’

“Caí de joelhos agradecendo ao Senhor. Perdi o medo. Era como se eu tivesse acabado de ter um filho meu. Embora ele já fosse meu, é uma sensação diferente, um alívio, pois sempre deixei claro que iria lutar por ele, proteger e cuidar. Nem pelo meu casamento eu lutei como lutei por ele”.

Após quase cinco anos de batalhas judiciais, a gerente comercial Andréia Paulichen, de 37 anos, vai celebrar o Dia das Mães, neste domingo (10), sem medo de perder a guarda de um dos filhos.

Ela conseguiu oficializar a adoção do sobrinho Kalel Paulichen, de 5 anos, filho de Adriana Paulichen, assassinada pelo marido em 2021 em Rio Branco.

👉Contexto: Adriana foi morta com dois golpes de faca e um mata-leão. Hitalo Marinho Gouveia, de 33 anos, marido da vítima, foi preso e confessou o crime. Paulichen tinha descoberto uma traição e pediu a separação do marido. Para a família dela, esse foi o motivo do crime.

Com uma filha de 4 anos e uma gravidez descoberta logo após a morte da irmã, Andréia assumiu os cuidados do então sobrinho assim que Adriana foi assassinada. Na época, Kalel tinha apenas seis meses quando a gerente comercial precisou se reinventar para aprender a lidar com o luto, cuidar dele e da primogênita, bem como se preparar para a chegada de outra.

“Posso dizer que o Kalel tem duas mães e uma família inteira que ama e cuida. Me sinto vivendo o extraordinário de Deus e acho que a justiça foi feita. Kalel foi o meu maior presente de Dia das Mães, é alguém que prometi amar e cuidar enquanto eu viver”, garantiu.

Processo de guarda

O acolhimento da filha e receio de que o genitor do garoto conseguisse a guarda fizeram com que Andréia tomasse uma importante decisão: dar entrar no processo de adoção de Kalel.

O processo foi iniciado após dois anos do falecimento de Adriana. Primeiro, ela conseguiu a guarda provisória do sobrinho, depois a guarda unilateral e, no último dia 16 de abril, a adoção definitiva. Um relatório psicossocial comprovou o vínculo afetivo e destacou que o menino pode se desenvolver melhor com a tia.

(Informações g1)

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