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Mudanças na saúde de Dourados custarão R$ 4,7 milhões

Saúde – 11/09/2007

O Conselho Municipal de Saúde de Dourados aprovou as mudanças propostas pela Secretaria de Saúde do município para a prestação do serviço na cidade, diante da suspensão do atendimento por meio do SUS (Sistema Único de Saúde) no Hospital Evangélico – referência para a região sul do Estado. O projeto, estimado em R$ 4,7 milhões, foi aprovado na íntegra, prevendo o arrendamento de uma unidade hospitalar na cidade e a transferência do pronto-socorro para o Hospital da Mulher. Porém, foram feitas ressalvas quanto à admissão de pessoal, conforme explicou o presidente do conselho, Wilson César Medeiros Alves.“O projeto foi aprovado na íntegra. Mas chamamos a atenção para que a contratação de funcionários não atenda a direcionamento político [indicações] e que se leve em conta a experiência dos trabalhadores. Precisamos que seja encontrada uma forma de colocar gente com conhecimento em procedimentos de urgência e emergência”, disse Alves. A preocupação maior é voltada para o novo pronto-socorro da cidade, onde também funcionará a sede do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) na cidade.O projeto para o setor de saúde douradense foi detalhado ao Campo Grande News pelo secretário municipal de Saúde, João Paulo Esteves. A proposta prevê o aumento no número de leitos no Hospital Universitário (referência em atendimento geral), a conversão do Hospital da Mulher em uma unidade de urgência e emergência e o arrendamento do Hospital Santa Rosa – que absorverá os serviços do Hospital da Mulher, como maternidade e neonatologia. Além disso, a proposta inclui melhorias na atenção hospitalar e na Missão Indígena Kaiowá.Aprovado pelo conselho, o projeto segue agora para apreciação do Ministério da Saúde, que liberará os recursos para a transição. A estimativa é de que apenas as reformas nos hospitais consumam R$ 4 milhões, com outros R$ 700 mil sendo empregados na compra de equipamentos e formação de equipes para o pronto-socorro.“O contato com o Ministério já havia sido feito, faltando apenas legaliza-lo”, salientou Alves, que espera uma definição para o projeto em 15 dias, com o início das operações em até 60 dias – quando vence o atual contrato do HE com o SUS. O Evangélico pleiteava desde o início do ano aumentos na tabela do SUS, o que não foi concedido. Diante disso, sob a alegação de que a arrecadação com serviços particulares era direcionada para o atendimento gratuito, o hospital decidiu suspender o convênio.

Fonte: Campo Grande News

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