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Mudança na rede de saúde terá problemas

Dourados – 03/11/2007

A mudança de atendimento na rede pública de saúde de Dourados, deve gerar problemas nos primeiros dias até a adaptação da população. A avaliação é do secretário municipal de Saúde, João Paulo Barcellos Esteves, considerando que a partir do dia 7 o Hospital Evangélico vai deixar de atender pelo SUS (Sistema Único de Saúde).Para suprir a falta do Evangélico, o município adaptou duas unidades, o Hospital da Mulher, que agora será denominado Hospital de Urgência, e o Santa Rosa. Houve, ainda, a contratação de 420 profissionais para deslocamento às duas unidades. Conforme o secretário, as contratações para os serviços de saúde aconteceram de forma simplificada (análise de currículo). Os servidores administrativos foram convocados do último concurso do município e o pessoal de apoio (limpeza, conservação e segurança) é oriundo de uma empresa terceirizada.Entre as preocupações do secretário está o treinamento do pessoal. “Será como trocar o pneu com o carro andando. Certamente haverá problemas pela urgência em capacitação”, reconhece Esteves. Outra questão será a adaptação da população porque o HE atendeu por 20 anos pelo sistema público. Conforme o secretário, houve comunicação em jornais e na televisão, mas ainda assim, pode haver problemas.O custo para a manutenção dos leitos que atendem pelo SUS em Dourados ficará em cerca de R$ 21 milhões/ano a partir de 2008 considerando a soma do Hospital de Urgência e Hospital da Mulher. A cifra total era o pleito da direção do HE que reivindicava aumento dos R$ 15 milhões anuais. Sem acordo, unidade interrompeu o atendimento pelo SUS.Segundo Esteves, o município vai contar, ainda, com o Hospital Universitário da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) que passa por obras para implantação de oito UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) e ampliação. Ao fim da obra, previsto para 2008, o custo do hospital deve ser de R$ 22 milhões e Dourados passa a contar com 379 leitos. Mesmo interrompendo o atendimento pelo SUS, o HE, que tem dez UTIs, vai receber os pacientes politraumatizados.Ainda segundo o secretário, com a implantação dos dois hospitais em substituição do HE, será mantida a média mensal de 2 mil internações no município. O HE, sozinho, atendia 1,8 mil e era referência na região. Como é filantrópico e tem equipamentos doados pelo poder público, o hospital manterá alguns atendimentos gratuitos, selecionados pelo serviço de assistência social.Readequação – O HU de Dourados vai receber injeção de R$ 3 milhões para readequação do atendimento hospitalar e fortalecimento da estrutura como unidade de ensino. Segundo o reitor da UFGD, Damião Farias, o recurso será liberado mensalmente pelo Ministério da Saúde a partir de dezembro. A prioridade do dinheiro será para investimento em ensino e assistência à saúde.

Fonte: Folha de Dourados

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