MSGás vê “remota possibilidade” de falta de energia
Região – 07/11/2007
A suspensão do fornecimento de gás natural para a termoelétrica William Arjona, em Campo Grande, que produz 190 MW de energia, não vai afetar o abastecimento de gás natural para o consumidor final de Mato Grosso do Sul. A garantia foi dada pela direção da MSGás, que destacou, no entanto, que ‘há remota possibilidade’ de falta de energia elétrica. Caso isso ocorra, a falta deve ser suprida pelo ramal Porto Primavera/Campo Grande, que está em funcionamento na estação Imbirussu desde o ano passado.
O advogado da Petróleo Brasileiro S.A. em Campo Grande, Omar Kadri, explica que a suspensão da liminar que obrigava a Petrobras a fornecer gás para a termoelétrica não significa interromper totalmente o fornecimento do produto. Ele destaca que as cláusulas do contrato serão cumpridas, ou seja, um fornecimento sazonal ligado à oferta do produto. Hoje, segundo Kadri, a procura está maior que a oferta e, por conta disso, provavelmente a termoelétrica não esteja recebendo o produto.
De acordo com informações da MSGás para o site do Governo, o Estado tem três contratos de fornecimento de gás com a Petrobras. No primeiro, da termoelétrica de Três Lagoas, há apenas distribuição da energia em nome da estatal. Como não existe compra e venda do gás entre a usina e a Petrobras, não há risco de interrupção no funcionamento.
O segundo contrato é entre a Petrobras e a Tractebel Energias S.A., da Termoelétrica William Arjona. Pelo acordo, que está sendo discutido judicialmente, a estatal fornece gás à empresa para produção de energia elétrica. Na última decisão liminar, o juiz definiu que a Petrobras não é mais obrigada a fornecer o gás natural.
O terceiro contrato diz respeito ao fornecimento de gás natural para comércios, residências e postos de combustível. Segundo a MSGás, Mato Grosso do Sul está usando menos gás que o acordado e, por esse motivo, não haverá desabastecimento.
Fonte: Folha de Dourados



