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MS registra a maior queda no número de miseráveis no País

Estado – 21/09/2007

Pesquisa divulgada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) aponta que o número de famílias em situação de miséria caiu 29,6% em Mato Grosso do Sul no período de um ano, entre 2005 e 2006, sendo a maior queda do número de miseráveis em relação a todos os Estados do País. O índice foi extraído a partir da divulgação da última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que demonstra ser de 12,5% a população miserável do Estado em 2006 contra 17,74% registrada no ano anterior.A tendência de queda na proporção de pessoas em situação de miséria foi registrada em todo país, onde 19,3% da população vive nessa condição. A FGV também calculou no estudo “Miséria, Desigualdade e Políticas de Renda: O Real do Lula” a trajetória do índice de famílias vivendo na miséria dos últimos 15 anos. Em 1992, 31,88% dos sul-mato-grossenses eram miseráveis. Dentro de uma década, a queda da extrema pobreza caiu quase que pela metade no Estado. Em 1996, 27,21% eram miseráveis, contra 12,5% no ano passado.Em comparação com outras unidades da federação em último lugar na lista dos Estados que tiveram a menor variação do número de miseráveis está o Maranhão, onde a queda de 2005 para o ano passado foi de 9,7%. Mato Grosso do Sul também está entre os Estados que tem o menor número de miseráveis, com índice de 12,5%, ficando atrás dos Estados de Rio de Janeiro (11,8%), Distrito Federal (11,8%), Rio Grande do Sul (10,2%), São Paulo (9,9%), Paraná (9,8%) e Santa Catarina (4,7%).Conforme a pesquisa, Mato Grosso do Sul ocupa também o sétimo lugar em relação ao ranking de variação da renda média. De 2005 para o ano passado, o Estado teve um aumento de 13,4% na renda, sendo que nesse quesito Mato Grosso do Sul fica atrás dos Estados de Roraima (37,58%), Maranhão (33,74%), Alagoas (29,41%), Acre (20,08%), Piauí (17,85%) e Bahia (13,53%).A pesquisa considerou miseráveis pessoas que vivem com a média de renda de R$ 125. No caso das famílias, o valor é considerado por pessoa (per capita). Se moram quatro pessoas na casa e a renda mensal total é de um salário mínimo, essa família é considerada miserável, porque a renda é de R$ 95. Na análise do estudo, a queda da miserabilidade tem como explicação as políticas públicas que beneficiaram a parcela mais pobre da população, como o aumento do salário mínimo e a Bolsa-Família. O programa federal de transferência de renda viveu um incremento no ano passado, em virtude da proximidade com as eleições, como aponta o estudo. 

Fonte: Correio Do Interior

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