Redação –
Mato Grosso do Sul ficou em segundo lugar no ranking nacional de ocorrências eleitorais registradas durante o segundo turno das eleições de 2026. Até as 18h de domingo (25), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) contabilizou 41 casos no Estado, atrás apenas do Rio Grande do Sul, que registrou 51.
O número é inferior ao divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Conforme o último boletim do órgão, foram registradas 43 ocorrências envolvendo urnas eletrônicas no Estado, duas a mais que o balanço parcial do ministério.
Já os dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), atualizados até as 16h23 de domingo, apontavam 11 ocorrências de crimes eleitorais. Em cinco casos, pessoas foram conduzidas em flagrante. Oito ocorrências foram encaminhadas à Polícia Civil e três à Polícia Federal.
Brasil registra 548 ocorrências
Em todo o País, o balanço parcial do MJSP contabilizou 548 ocorrências relacionadas ao processo eleitoral. Durante a operação, 131 pessoas foram conduzidas pelas forças de segurança. Também foram apreendidos R$ 1.897 em dinheiro, 863 materiais de campanha e sete veículos.
A violação ou tentativa de violação do sigilo do voto foi a ocorrência mais frequente, com 207 registros, o equivalente a 37,5% do total. Na sequência, aparecem a boca de urna, com 76 casos (13,8%), e a propaganda eleitoral irregular, com 62 registros (11,2%). Também foram contabilizados oito casos de transporte ilegal de eleitores.
Além de Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, os estados com mais registros foram Mato Grosso e Pernambuco, com 36 ocorrências cada. Na sequência aparecem Paraíba, com 32; Paraná, com 26; Santa Catarina, com 25; Minas Gerais, com 22; e São Paulo, com 21.
Na Região Norte, Pará e Tocantins registraram 18 ocorrências cada. Amazonas, Acre e Rondônia tiveram seis casos por estado. No Nordeste, a Bahia contabilizou 19 registros, o Ceará, 17, e Alagoas, 13.
Comparação com o primeiro turno
No primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro, as forças de segurança registraram 1.113 ocorrências relacionadas a suspeitas de crimes eleitorais entre sábado (3) e domingo (4).
Na ocasião, a boca de urna liderou os registros, com 373 casos, seguida pela propaganda eleitoral irregular, com 335, e pela compra de votos ou corrupção eleitoral, com 132. Juntas, as três categorias representaram mais de 70% das ocorrências.
Minas Gerais concentrou o maior número de casos no primeiro turno, com 141 registros, seguido pelo Paraná, com 106; Rio Grande do Sul, com 104; Pernambuco, com 87; e Pará, com 82.
Por região, o Nordeste teve 330 ocorrências, seguido pelo Sul, com 287; Sudeste, com 257; Norte, com 177; e Centro-Oeste, com 119.
Durante a operação do primeiro turno, as forças de segurança apreenderam R$ 6,6 milhões em dinheiro, quatro armas, 316.043 materiais de campanha e 13 veículos.
Os números referentes ao segundo turno são parciais e correspondem ao balanço divulgado pelo MJSP até as 18h de domingo (25).



