Redação –
Um professor de educação física de uma Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) em Campo Grande foi denunciado por suspeita de abuso contra um menino autista de 5 anos. A denúncia foi formalizada pela mãe da criança na Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Depca).
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na sexta-feira (20), a mãe relatou que o filho contou sobre o suposto episódio na noite anterior, durante o momento em que se preparava para dormir. Segundo o relato da criança, o professor teria tocado suas partes íntimas por dentro da roupa. O menino ainda indicou que o fato teria ocorrido dentro da sala de aula, enquanto outras crianças estavam no parquinho.
Diante da gravidade da situação, a mãe buscou apoio de profissionais que já acompanham o filho. Na sexta-feira, durante sessões de terapia e fonoaudiologia, o menino voltou a relatar o ocorrido, o que motivou o registro policial por suspeita de estupro de vulnerável.
Em entrevista, a mãe destacou que o filho possui diagnóstico de autismo nível 1 e apresenta dificuldades de comunicação, incluindo atraso na fala. Segundo ela, o comportamento do menino reforça a preocupação. “Ele não fala direito. Para ele relatar algo assim, precisa ter acontecido”, afirmou.
A mulher também relatou que tentou buscar esclarecimentos diretamente na escola, mas não encontrou o diretor no momento, sendo atendida apenas pela equipe de coordenação, que registrou o ocorrido em ata.
Além da denúncia, a mãe apontou problemas estruturais na unidade escolar, como a ausência de um profissional de apoio para atender crianças com necessidades especiais. Segundo ela, essa falta de assistência agrava a vulnerabilidade dos alunos. “Eles ficam sem suporte, praticamente abandonados”, declarou.
Abalada, a mãe avalia retirar o filho da escola. Ela também informou que já solicitou acompanhamento especializado por mela está pensando em não levar o pequeno à escola. A mãe da vítima chegou a entrar com um pedido na Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, solicitando acompanhamento para o filho, mas até o momento não teve uma resposta positiva.
O caso segue em apuração.

