Durante a apuração de uma denúncia de estelionato envolvendo a negociação de um veículo de alto valor, a Polícia Civil conseguiu recuperar dois automóveis, entre eles uma caminhonete avaliada em mais de R$ 300 mil, em Campo Grande. O caso envolve uma empresa do ramo automotivo suspeita de aplicar golpes em negociações de veículos.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que, no fim de outubro de 2025, foi contatada por um suposto vendedor após anunciar seu carro à venda em outra empresa do setor. O interlocutor afirmou ter um cliente interessado e solicitou que o veículo fosse levado até a empresa para fotos e vistoria.
Após alguns dias, foi apresentada uma proposta de compra na qual a empresa se comprometeria a quitar o financiamento do automóvel junto a uma instituição financeira e repassar à vítima o valor restante dentro de um prazo estabelecido. Um contrato de compra e venda chegou a ser firmado, e o carro permaneceu no local para avaliação.
Como parte do acordo, a vítima recebeu provisoriamente um Hyundai HB20, emprestado até a finalização do pagamento. No entanto, posteriormente, o veículo negociado foi transferido para uma empresa situada em Santa Catarina, sem que qualquer valor fosse repassado ao proprietário.
Diante do descumprimento do acordo, os responsáveis pela empresa, identificados pelas iniciais H.S.R. e N.O.Z., entregaram uma caminhonete Ford F-150, ano 1960, como forma de garantia. O veículo possui valor estimado superior a R$ 300 mil. Conforme destacou o Mídia Max, há diversos registros semelhantes envolvendo a mesma empresa e seus representantes.
Após a vítima registrar a ocorrência no Depac, a Polícia Civil atuou para localizar os veículos e conseguiu convencer terceiros de boa-fé, que estavam na posse dos automóveis, a realizarem a entrega voluntária do HB20 e da caminhonete, evitando prejuízos maiores.
Durante as diligências, foi constatado que um dos veículos já possuía registro anterior de estelionato, enquanto o outro teve o verdadeiro proprietário identificado, que também alegou ter sido vítima do mesmo esquema.
O caso segue sob investigação para apurar possíveis crimes de estelionato e outras infrações penais relacionadas.

