Redação –
Duas mulheres afirmam ter sido agredidas durante a entrega de cestas básicas realizada na última quarta-feira (4), na Aldeia São João, em Porto Murtinho. O caso foi registrado na Polícia Civil e será investigado.
De acordo com o boletim de ocorrência, a confusão começou quando uma das vítimas, de 42 anos, questionou o motivo de não ter recebido uma cesta básica. A reclamação teria desencadeado uma discussão que rapidamente evoluiu para uma briga envolvendo várias pessoas.
A mulher e a sobrinha, de 18 anos, relataram à polícia que foram agredidas por cinco pessoas, cujos nomes constam no registro policial. Após o episódio, ambas foram encaminhadas a uma unidade de saúde para a realização de exames de corpo de delito.
Ainda conforme o boletim, a mulher informou que já havia sido ameaçada anteriormente por um dos envolvidos na confusão. Segundo seu relato, o suspeito teria exibido uma pistola durante outro episódio ocorrido na comunidade.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Porto Murtinho como lesão corporal dolosa e segue sob investigação.
Familiares cobram providências
Familiares das vítimas afirmam que os conflitos na Aldeia São João não são recentes e cobram uma atuação mais efetiva das autoridades para evitar novos episódios de violência.
Em contato com a imprensa, uma pessoa ligada à família das vítimas atribuiu parte dos problemas à suposta falta de mediação por parte dos órgãos responsáveis pelos assuntos indígenas.
“A Funai é cúmplice dos erros que ele comete”, declarou a denunciante ao criticar o que considera omissão da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em situações envolvendo moradores da comunidade.
Até o momento, não houve manifestação oficial da Funai sobre as acusações. O espaço permanece aberto para posicionamento da instituição.
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