Redação –
Uma mãe denunciou à polícia e aos órgãos de educação a conduta de um coordenador da Escola Estadual Dolor Ferreira de Andrade, localizada no bairro Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande. Segundo a denúncia, o servidor teria entrado parcialmente no banheiro feminino da unidade durante o intervalo das aulas e ameaçado trancar as alunas caso elas não deixassem o local.
Conforme relato da mãe, a situação foi contada pela filha, que afirmou estar no banheiro lavando as mãos quando o sinal para o fim do intervalo tocou. Nesse momento, o coordenador teria colocado o rosto e a cabeça para dentro do banheiro, fazendo gestos para que as estudantes saíssem.
A mulher afirma que essa não teria sido a primeira vez que a adolescente presenciou uma situação semelhante envolvendo o mesmo funcionário.
No dia seguinte ao episódio, a mãe procurou a direção da escola para pedir esclarecimentos. Segundo ela, os responsáveis pela unidade negaram que o fato tivesse ocorrido e defenderam a conduta do coordenador. Ainda de acordo com a denunciante, foi informado que o servidor já havia encontrado uma aluna desacordada no banheiro feminino, justificativa que, segundo ela, não afasta sua preocupação.
A mãe também solicitou acesso às imagens das câmeras de segurança para verificar se o coordenador apenas permaneceu na porta ou entrou no banheiro. Conforme seu relato, o pedido foi negado.
Após tornar o caso público, a mulher afirma ter conversado com outras mães e estudantes, que relataram episódios de desconforto envolvendo o ambiente escolar. Ela também diz ter visto manifestações anônimas em grupos de moradores com relatos semelhantes.
Apesar de manter diálogo aberto com a filha, a mãe afirma estar preocupada com possíveis represálias dentro da escola. Segundo ela, o receio é que a estudante sofra retaliações relacionadas ao tratamento recebido ou ao desempenho escolar em razão da denúncia.
O caso foi registrado por meio de boletim de ocorrência e encaminhado aos órgãos competentes da área da educação, que deverão apurar os fatos.
A denunciante também fez um apelo para que outras famílias relatem situações suspeitas ou que causem desconforto envolvendo crianças e adolescentes. Segundo ela, casos de medo de exposição ou retaliação podem ser comunicados por meio dos canais oficiais de denúncia do poder público.
Até o momento, não há informação sobre a conclusão das investigações ou eventual manifestação da Secretaria de Estado de Educação sobre o caso.



