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MS: Justiça condena jornalista por estupro de vulnerável e posse de material ilegal

Redação –

O jornalista e assessor de imprensa Renan Lopes Gonzaga foi condenado pela Justiça de Primeira Instância por estupro de vulnerável e armazenamento de conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes. A sentença foi publicada nesta terça-feira (14) e, embora a decisão seja passível de recurso, impõe um duro golpe contra crimes de exploração infantil na capital.

A sentença e as condenações

De acordo com os autos do processo, Renan foi considerado culpado pelo abuso de uma criança de 11 anos. Além do estupro de vulnerável, a Justiça confirmou a condenação por posse de material de cunho sexual envolvendo menores de idade.

A decisão judicial destacou dois pontos cruciais que agravam a situação do réu:

  • Abuso de confiança: A incidência deste agravante pode elevar significativamente a pena base.
  • Concurso de crimes: A aplicação de dispositivos legais permite a soma ou o aumento das penas devido à prática de múltiplas infrações penais.

Apesar das condenações, o magistrado absolveu o jornalista da acusação de fornecimento de bebidas alcoólicas a menores, alegando falta de provas suficientes para sustentar este ponto específico da denúncia.

Relembre o caso

As investigações tiveram início após a mãe de uma das vítimas registrar o desaparecimento do filho na Polícia Civil. Ao ser localizado, o menino revelou ter passado a noite na residência do jornalista, onde o abuso ocorreu.

Em depoimento, a vítima detalhou o modus operandi do suspeito: Renan costumava atrair grupos de crianças para sua casa utilizando comida, videogames e bebidas. O relato indicou que o local era frequentado assiduamente por menores sob o pretexto de lazer.

Pena estimada

Embora o tempo total da sentença não tenha sido especificado no trecho divulgado, especialistas jurídicos apontam que, somadas as infrações e os agravantes, a punição pode ultrapassar os 10 anos de reclusão.

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