Redação –
Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, morta estrangulada pelo namorado Wellington Patrezi Batista Pereira, de 20 anos, havia se mudado recentemente para Três Lagoas, onde começava uma nova fase de sua vida. A jovem estava em seu primeiro emprego e é a quarta vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul neste ano.
O crime ocorreu na madrugada desta quarta-feira (25), no apartamento onde o casal havia passado a morar há cerca de três dias, no bairro Novo Oeste. Wellington confessou o assassinato e foi preso em flagrante.
Jovem estava animada com primeiro emprego
Segundo relato de uma familiar, Beatriz havia se mudado de Corumbá para Três Lagoas para morar com o pai e, poucos dias depois, conseguiu emprego em um posto de combustíveis da cidade. Ela trabalhava no período da madrugada e demonstrava entusiasmo com a nova oportunidade.
“Uma semana após chegar em Três Lagoas, ela arrumou emprego em um posto de gasolina. Estava super animada com o primeiro emprego, entrava às 4h da manhã”, contou a familiar.
De acordo com informações repassadas pela família, Wellington permaneceu em Corumbá inicialmente para trabalhar e juntar dinheiro antes de se mudar. Após receber o primeiro salário, ele foi para Três Lagoas e passou a morar com Beatriz.
A familiar afirmou ainda que a jovem descrevia o namorado como uma pessoa tranquila e que não havia relatado episódios anteriores de agressão física.
Suspeito confessou o crime à polícia
Em depoimento, Wellington afirmou que o casal discutiu após Beatriz retornar do trabalho. Segundo ele, o desentendimento teria começado por motivos considerados banais, como a instalação de um armário na cozinha.
O suspeito relatou que, durante a discussão, a jovem teria mordido seu braço e, posteriormente, os dois voltaram a discutir após deitarem. Ele afirmou ainda que teria recebido um soco e, em seguida, a esganou até que ela perdesse a consciência.
Após o crime, Wellington disse que pensou em tirar a própria vida, mas entrou em contato com o irmão, que o orientou a se entregar. Ele procurou ajuda e acabou se dirigindo ao 2º Batalhão da Polícia Militar, onde confessou o assassinato.
Os policiais foram até o apartamento e encontraram Beatriz no quarto, já sem sinais vitais e com marcas de estrangulamento no pescoço. O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac).
Caso é investigado pela Delegacia da Mulher
A Polícia Civil investiga o caso por meio da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), que apura as circunstâncias do feminicídio.
O velório e o sepultamento da jovem devem ocorrer em Campo Grande, mas os detalhes ainda não foram divulgados pela família.

