A família de Marta Silvério Cavalcante denunciou uma série de problemas e possível descaso no atendimento da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, em Campo Grande. Segundo os familiares, a idosa precisou aguardar mais de 24 horas por uma transferência para a Santa Casa após passar mal.
Conforme relato da neta, Isis Junqueira Cavalcante, a avó começou a se sentir mal na noite de quinta-feira e foi levada por uma equipe do Corpo de Bombeiros até a unidade de saúde. No local, ela permaneceu em observação enquanto realizava exames para que os médicos pudessem investigar o quadro clínico.
Durante esse período, a neta afirma ter enfrentado dificuldades relacionadas à estrutura da unidade. Segundo ela, não havia lençol disponível para a maca da paciente, o que a fez ir até sua casa para buscar roupas, travesseiro e itens de higiene para garantir mais conforto à avó.
A acompanhante também relatou que não havia cadeira para quem estava acompanhando pacientes. A situação só foi resolvida quando outra pessoa que também aguardava atendimento encontrou uma cadeira e decidiu emprestá-la.
Outro problema apontado pela família foi a falta de alimentação durante parte da permanência na unidade. De acordo com Isis, na manhã de sexta-feira não teria sido servido café da manhã para a paciente, o que fez com que ela precisasse comprar comida por conta própria. “Minha avó estava com fome e eu tive que comprar marmita para nós duas”, contou.
Suspeita de problema cardíaco
Após novos exames, os médicos identificaram uma possível alteração cardíaca e levantaram a suspeita de início de infarto. Diante do quadro, foi solicitada uma vaga para transferência da paciente para a Santa Casa de Campo Grande.
Segundo a família, a vaga teria sido liberada ainda na manhã de sábado. No entanto, o transporte por meio do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) demorou para ocorrer, fazendo com que a idosa permanecesse por mais de um dia aguardando a remoção.
Discussão com equipe
No domingo, após o longo período de espera, a neta procurou a assistência social da unidade em busca de informações sobre a transferência da avó.
Ela relata que houve um desentendimento durante a conversa com as profissionais. De acordo com Isis, ao questionar a falta de estrutura, alimentação e o tempo de espera pela transferência, as assistentes sociais teriam reagido de forma ríspida.
Após o episódio, a médica responsável liberou a paciente para que a família realizasse a transferência por conta própria até a Santa Casa de Campo Grande.
Segundo o site Top Mídia News, a idosa recebeu alta da unidade e foi encaminhada pela própria família para atendimento no hospital da Capital.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande e aguarda posicionamento sobre a situação registrada na UPA Coronel Antonino.

