Redação –
Um homem de 27 anos procurou a polícia após ser vítima de extorsão praticada por meio de mensagens enviadas pelo WhatsApp, em Campo Grande. O caso foi registrado na noite de domingo (5) na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima acessou um site de acompanhantes com a intenção de contratar um serviço, mas desistiu antes de concluir qualquer negociação. Segundo o relato, ele não chegou a marcar encontros nem manteve contato direto com as profissionais anunciadas na plataforma.
Pouco tempo depois, passou a receber mensagens e áudios de pessoas que afirmavam representar acompanhantes e supostos agenciadores. Os autores alegavam que o homem teria causado prejuízos financeiros ao desistir da contratação e passaram a exigir pagamentos para evitar represálias.
Para aumentar a pressão, os criminosos enviaram dados pessoais e fotografias da vítima, além de fazer ameaças contra ela e familiares. Temendo pela própria segurança, o homem realizou duas transferências via Pix.
A primeira transferência, no valor de R$ 450, foi efetuada às 21h13 para uma conta bancária de pessoa física. Minutos depois, às 21h21, ele realizou um segundo pagamento de R$ 900 para uma conta vinculada a uma empresa. O prejuízo total foi de R$ 1.350.
Mesmo após os pagamentos, as cobranças e ameaças continuaram. Foi então que a vítima percebeu que se tratava de um golpe, bloqueou os contatos e procurou a polícia para registrar a ocorrência.
O caso foi registrado como extorsão e será investigado pela Polícia Civil.
Golpe tem sido recorrente
As autoridades alertam que esse tipo de crime tem se tornado cada vez mais comum em Mato Grosso do Sul e em outras regiões do país. Em geral, os criminosos monitoram anúncios ou contatos realizados em sites de acompanhantes e, posteriormente, entram em contato com as vítimas se passando por integrantes de facções criminosas ou responsáveis pelos anúncios.
Utilizando ameaças e intimidação psicológica, os golpistas exigem transferências via Pix, alegando supostos prejuízos causados pela desistência da contratação dos serviços.
A orientação da polícia é para que as vítimas não realizem pagamentos, interrompam imediatamente o contato com os criminosos, preservem mensagens, áudios e comprovantes e procurem uma delegacia para registrar a ocorrência.


