Redação –
Um homem de 34 anos foi baleado na madrugada deste sábado (14) após criminosos se passarem por policiais e invadirem uma residência no Bairro Senhor Divino, em Coxim. A suspeita é de que a vítima tenha sido confundida com um parente que seria o verdadeiro alvo dos atiradores.
De acordo com informações da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, equipes foram acionadas após relatos de disparos de arma de fogo. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o homem com um ferimento na cabeça e uma perfuração nas costas, possivelmente provocada por tiros.
A esposa da vítima contou que o casal estava deitado no quarto quando três homens invadiram a casa gritando “polícia”. Ao entrarem no cômodo, um dos suspeitos perguntou “cadê seu primo Titio Avô?”. Em seguida, um dos criminosos efetuou três disparos contra o homem.
Após o ataque, os suspeitos fugiram em um carro de cor escura. Segundo a testemunha, não foi possível identificar a marca ou o modelo do veículo.
O homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul e encaminhado ao Hospital Regional do município. Conforme a equipe médica, ele sofreu um ferimento de raspão na cabeça e uma perfuração nas costas, com possibilidade de o projétil ter ficado alojado. A vítima permaneceu internada sob cuidados médicos.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e a perícia criminal estiveram no local para coletar informações que possam ajudar na investigação.
Possível alvo do ataque
Enquanto os policiais atendiam a ocorrência, chegou ao local um homem conhecido como “Titio Avô”, apontado como o possível alvo dos criminosos. Ele afirmou que já esperava um ataque contra si devido a conflitos recentes envolvendo facções criminosas na região.
Segundo ele, os confrontos estariam ligados à disputa por pontos de venda de drogas entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O homem confirmou ter ligação com facção, mas não deu mais detalhes.
Em depoimento no hospital, a vítima relatou que os invasores perguntavam repetidamente pelo parente. Ele disse que explicou que o familiar não estava naquele quarto, mas mesmo assim um dos suspeitos disparou contra sua cabeça, atingindo-o de raspão.
Ainda segundo o relato, ele também foi atingido na região das costelas e conseguiu fugir correndo ao perceber que poderia ser executado no lugar do parente. Durante a fuga, viu os três suspeitos entrarem em um carro e deixarem o local.
O homem afirmou acreditar que os autores não eram policiais, mas integrantes de facções criminosas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
