MS é referência no trabalho de prevenção à tuberculose
Estado – 21/08/2009
O trabalho de prevenção à tuberculose aplicado nas comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul está sendo utilizado pela Funasa (Fundação Nacional de Saúde) como referência para as outras regiões do país. Segundo a fundação, a doença ainda não está controlada nestas comunidades, mas em MS o trabalho preventivo já começa a dar resultados. Desde ontem, profissionais, técnicos e entidades de saúde estão reunidos em Dourados para discutir o controle da tuberculose entre a população indígena. Segundo a Funasa, todos os anos são pelo menos mil casos de tuberculose em MS. O índice de cura é de 74%. Segundo a Funasa, as comunidades indígenas possuem condições sócio-econômicas favoráveis à disseminação do Bacilo de Koch, bactéria transmissora da doença. “É uma população mais vulnerável por possuir indicadores condicionantes para isto”, explicou o diretor do Departamento de Saúde Indígena da Funasa, Wanderley Guenka. Ele explicou que as condições precárias de habitação, alimentação, renda e estresse facilitam a disseminação da doença. A resistência desta população ao tratamento é outro fator que preocupa e dificulta o controle da doença. “O tratamento é longo e dura seis meses. Em muitos casos, a população indígena abandona o tratamento e esquece os remédios porque os sintomas foram controlados”, explica o diretor. Em Dourados, durante o encontro, profissionais e técnicos da área de saúde irão discutir os programas aplicados em MS e demonstrar que é possível buscar o controle da doença. “Aqui, a Funasa atua com equipes e faz um trabalho diferenciado. No passado, a incidência entre a população indígena era muito alto, mas hoje esta situação está melhorando”, comentou Wanderley Guenka. Roselene Lopes Figueiredo, coordenadora técnica do Programa de Controle à Tuberculose em Áreas Indígenas, explicou que fatores como resistência, falta de higiene e cultura também dificultam o tratamento. “E isto não vale só para a tuberculose. Todas as doenças associadas à situação sócio-econômica precária, como diarréia e pneumonia, também têm incidência alta”, afirmou. Segundo números da Funasa, anualmente são registrados mil casos de tuberculose em Mato Grosso do Sul, incluindo índios e não-índios. O índice de cura é de 74%. Segundo a fundação, o índice de abandono é de 7% – considerado elevado, já que o máximo preconizado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é de 5%. TUBERCULOSE A tuberculose é uma doença contagiosa transmitida pelo Bacilo de Koch e ataca principalmente os pulmões e outras partes do corpo, como rins, olhos e ossos. A transmissão acontece por meio do contato com pessoa infectada, através de tosse, espirro, fala ou saliva. A tuberculose tem como principais sintomas a tosse com escarro por quatro semanas, às vezes com sangue; perda de apetite; emagrecimento; cansaço fácil; dor no peito e costas e febre baixa. O tratamento é gratuito e dura seis meses. A tuberculose tem cura, mas se não for tratada pode matar.
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Fonte: Diário MS



