MS: dona de escola é presa por estelionato
Policial – 27/03/2008
Angélica Cristina Silveira de Sá Pinto Rhodus (38), proprietária da Escola Arco Íris de Três Lagoas, foi presa no último dia 25, por policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), em cumprimento de mandado de prisão expedido na mesma data por estelionato. A prisão ocorreu às 11h de terça-feira, no prédio da própria escola. Angélica foi levada ao 1º DP (Distrito Policial) para ser ouvida pela delegada Ariene Murad, e foi encaminhada em seguida para o presídio feminino. Golpe Segundo informações da delegada, Angélica cometeu estelionato em crime continuado, ao emitir notas e cheques sem fundo no comércio da cidade. O golpe funcionava da seguinte maneira: na primeira vez em que ia a um estabelecimento comercial local, o pagamento era feito à vista, para ganhar a confiança do comerciante. Os cheques emitidos por Angélica eram em nome da filha e do genro, de acordo com a delegada Ariene, os nomes dos dois já constam no inquérito; uma terceira pessoa que também teria emitido cheques está sendo procurado. Os quatro serão, provavelmente, enquadrados por formação de quadrilha. Entre as quantias, R$ 1,5 mil em cheques e R$ 3 mil em notas para comerciante de produtos importados; R$ 2,569 mil em cheques para cabeleireiro; R$ 2,982 mil em cheques para a Companhia da Moda; R$ 4 mil para a Padaria Vips; R$ 7 mil em uniformes escolares; R$ 4,5 mil em cheque e R$ 1,58 mil em notas na Padaria Karícia. A polícia investiga o caso desde janeiro. A acusada responde processos nas cidades de São Caetano (SP), por formação de quadrilha, e Rio de Janeiro (RJ), por estelionato. Escola Além do crime de estelionato, há inúmeros processos trabalhistas contra Angélica por conta do não pagamento de funcionários da escola Arco Íris. De acordo com a delegada, a escola nem teria sido paga ao antigo proprietário, e as dívidas ultrapassam R$ 400 mil. Os advogados da acusada alegaram que a rescisão contratual já vinha sendo pleiteada. Giani Ramona da Silva, professora de Matemática do 5º ao 9º ano da Escola, é uma das funcionárias afetadas. “Resolvi sair na segunda-feira. Preciso agora dar baixa na carteira. O registro consta do dia 1º de fevereiro; desde lá, nenhum pagamento foi feito. O que mais me irritou foram as promessas de pagamento. Não entrei na escola enganada, fui procurar emprego. Mas ela disse que ia priorizar o pagamento dos funcionários. Eu dei um crédito, e entrei na roubada. Tenho uma mensagem dela gravada no meu celular, na terça de manhã, dizendo que eu teria que cumprir aviso prévio. Na terça à tarde, ela foi presa. Já fui procurar o advogado e vou entrar com ação”.
Fonte: Hoje MS



