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MS contabiliza 12 mil casos de dengue

Geral – 25/08/2009

O novo balanço parcial de casos de dengue, divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, aponta redução de 47,9% nas notificações da doença no país. Foram notificados 387.158 casos da doença, contra 743.517 em 2008. No entanto, Mato Grosso Sul apresenta o necessário totalmente inverso. Nas 26 primeiras semanas de 2009, o Estado já contabilizou 12.176 notificações de casos de dengue, o que representa um crescimento superior a 205% no número de casos, se comparado com o total de notificações registradas no mesmo período de 2008. No ano passado, eram 3.984 notificações. MS aparece juntamente com Acre, Amapá, Bahia, Espírito Santo e Mato Grosso na lista dos Estados que tiveram um aumento no número de casos de dengue no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, esses Estados mais Minas Gerais e Goiás, concentraram 76,9% das notificações de dengue no país em 2009. Em 20 estados e no Distrito Federal, houve redução no número de pessoas com dengue. O destaque foi o estado do Rio de Janeiro, com a maior queda (96,2%). Para o Ministério da Saúde, os números de MS e outros Estados, líderes em casos de dengue no país, devem ser analisados com cautela, já que se ações contra a doença não forem mantidas durante os períodos de baixa transmissão e reforçadas nas épocas de pico, o número de casos e óbitos pode voltar a aumentar. Par o governo federal, as ações de controle e prevenção devem ser permanentes e envolver governo federal, Estados e municípios, além da população, entidades de classe, organizações não governamentais e iniciativa privada. Para o diretor de Vigilância Epidemiológica do ministério, Eduardo Hage, a dengue deve ser combatida todos os dias, mesmo nos períodos em que as chuvas diminuem. Isso porque, explica ele, o ovo do mosquito – Aedes aegypti – pode se manter em condições para eclodir e virar larva por um período de até 400 dias. ”Alem disso, a sociedade deve participar com ações simples como trocar a água do vaso de planta e lavar as laterais e bordas do recipiente com bucha, pois nesses locais os ovos também podem eclodir”, afirma Hage.
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Fonte: Diário MS

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