O chefe comissionado acusado de assédio sexual em uma denúncia registrada em Campo Grande afirmou que possui provas que comprovariam sua inocência. Em declaração ao Midiamax, neste sábado (28), o servidor disse que pretende apresentar toda a documentação a um delegado para esclarecer os fatos.
“Estou com todas as provas. Preciso apenas aguardar o delegado para ir até a delegacia e entregar o material que comprova tudo”, afirmou. Segundo ele, a apresentação das provas deve ocorrer nos próximos dias, acompanhado por um advogado. “Vai ser tudo perfeitamente esclarecido com provas contundentes”, reforçou.
Ainda conforme o acusado, ele afirma estar tranquilo diante da denúncia registrada contra ele.
Denúncia de assédio
De acordo com o relato feito à polícia, o suposto assédio teria começado em julho de 2025, durante uma carona, quando o chefe, que ocupava cargo em uma pasta municipal, teria passado a mão no jovem, causando constrangimento. A vítima afirmou não ter reagido por receio da relação hierárquica existente.
Após o episódio, o acusado teria passado a enviar mensagens e imagens com teor sexual pelo WhatsApp, insinuando um relacionamento homoafetivo, mesmo depois de o jovem afirmar ser heterossexual. No ambiente de trabalho, o comportamento teria continuado, com frases de cunho sexual e abraços forçados quando estavam sozinhos.
Ainda segundo o boletim, em 12 de dezembro de 2025, após uma confraternização, a vítima teria aceitado carona do chefe por estar embriagada. Durante o trajeto, o acusado teria sugerido que os dois poderiam “ficar como casal nas férias”.
Relato pós-festa
Conforme o depoimento, diante da recusa, o homem teria afirmado que conseguiria o que quisesse por ocupar um cargo alto no serviço público. Já na residência do acusado, o jovem relatou que teve as roupas retiradas sem consentimento e que o chefe teria praticado sexo oral. Ele afirmou não se lembrar de todos os detalhes devido ao consumo de álcool.
Ao acordar, a vítima disse que estava nua e sendo abraçada pelo acusado. Depois do episódio, relatou que passou a ser monitorada no ambiente de trabalho, embora as mensagens insistentes tenham cessado.
Demissão e apuração
Nesta sexta-feira, o jovem foi informado de sua demissão. Segundo ele, a justificativa apresentada foi de que não cumpria ordens, era mal-educado e não desempenhava bem as funções.
A Prefeitura de Campo Grande informou que irá apurar a denúncia envolvendo o servidor comissionado. O Midia max tentou contato com o político citado no caso, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.

