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MS: colheita da soja avança a 82%, mas ritmo segue abaixo do ciclo anterior

A colheita da soja em Mato Grosso do Sul atingiu 82% da área cultivada na safra 2025/2026 até o dia 20 de março, segundo levantamento do Projeto SIGA-MS, da Aprosoja. O índice indica avanço significativo dos trabalhos no campo, embora ainda esteja 4,6 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra passada.

De acordo com o boletim, cerca de 3,93 milhões de hectares já foram colhidos no Estado. A região sul lidera o andamento, com média de 91,6% da área já colhida, seguida pela região centro, com 74,2%, e pela região norte, onde os trabalhos ainda avançam mais lentamente, com 55,9%.

O relatório destaca que, apesar de um início mais lento, a colheita ganhou ritmo a partir da segunda quinzena de fevereiro. Apenas na primeira semana de março, o avanço foi de 19,4%, o equivalente a aproximadamente 930 mil hectares colhidos no período.

As condições das lavouras refletem os impactos climáticos enfrentados ao longo do ciclo. Atualmente, 57,5% das áreas são classificadas como boas, 26,9% como regulares e 15,5% como ruins.

A piora nas condições ocorreu principalmente entre janeiro e fevereiro, quando veranicos e temperaturas elevadas afetaram o desenvolvimento das plantas, sobretudo na região sul. Mais de 640 mil hectares foram impactados pela estiagem, com prejuízos concentrados em municípios como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai.

Estimativa positiva

Mesmo com os efeitos do clima, a estimativa de produção segue positiva. A Aprosoja projeta uma safra de 15,195 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,8 sacas por hectare. A área plantada deve alcançar cerca de 4,79 milhões de hectares, crescimento de quase 6% em relação ao ciclo anterior.

No mercado, os preços da soja apresentaram leve recuperação. Entre os dias 16 e 23 de março, a saca de 60 kg teve valorização média de 3,18% no Estado, sendo cotada a R$ 113,63. Apesar disso, o valor ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

O relatório também aponta que 37,5% da safra já foi comercializada até o fim de março. A venda ocorre de forma gradual, acompanhando o ritmo da colheita e as oscilações do mercado, enquanto produtores monitoram os efeitos do clima e a evolução dos preços.

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