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MS: após morte de bebê, investigação ganha novo desdobramento

Redação –

A bebê de 3 meses que estava internada em estado grave no Hospital Regional de Campo Grande após dar entrada com múltiplos ferimentos pelo corpo morreu na manhã desta sexta-feira (26). A criança permanecia hospitalizada desde a última semana e o caso é investigado pela Polícia Civil como suspeita de maus-tratos.

A morte foi confirmada pelo avô da menina, Ewerton Godoy, por meio das redes sociais. Em uma publicação emocionada, ele lamentou a perda da neta e afirmou que a ordem natural da vida foi invertida. “Infelizmente, a lei da vida se inverteu. O certo seria os netos enterrarem os avós, nunca um avô precisar se despedir de sua neta”, escreveu.

Na mensagem, o avô também relatou que manteve a esperança na recuperação da criança. “O vovô está com o coração desolado. A sua partida deixou um vazio que jamais será preenchido. Mas saiba que o meu amor por você nunca terá fim. Você viverá para sempre em minhas lembranças, no meu coração e em cada oração”, publicou, encerrando a homenagem com a frase: “O vovô vai te amar para sempre… para sempre, sempre, sempre”.

Investigação

Os pais da bebê, um homem de 20 anos e uma mulher de 18, foram presos em flagrante sob suspeita de maus-tratos. A criança foi levada ao Hospital Regional na última sexta-feira (19), após apresentar um quadro de parada cardiorrespiratória que, segundo os responsáveis, teria sido provocado por uma broncoaspiração durante a amamentação.

Durante a avaliação médica, no entanto, a equipe de saúde identificou diversas lesões incompatíveis com a versão apresentada pelo casal. A bebê apresentava equimoses e hematomas na região glútea, lesões circulares no tórax, marcas nos membros inferiores e fraturas em costelas constatadas por exames de imagem.

A Polícia Militar foi acionada e ouviu os pais ainda no hospital. Conforme o boletim de ocorrência, os relatos foram considerados inconsistentes diante da gravidade e da quantidade de lesões encontradas.

O pai afirmou que assistia a uma partida de futebol com a filha no colo quando percebeu que ela havia ficado desacordada, momento em que buscou atendimento médico. Já a mãe disse ter notado os machucados anteriormente, mas alegou que não conseguiu levar a criança ao médico por falta de transporte.

A Polícia Civil assumiu a investigação e também colheu depoimentos de familiares. Segundo a apuração inicial, as explicações apresentadas pelos responsáveis não justificavam o conjunto de ferimentos constatados pela equipe médica.

Antes do falecimento, o boletim de ocorrência já apontava que a bebê não respondia aos tratamentos e apresentava evolução para morte encefálica.

O Conselho Tutelar acompanha o caso, enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer as circunstâncias das agressões e apurar as responsabilidades dos envolvidos. Com a morte da criança, o enquadramento jurídico dos investigados poderá ser reavaliado no decorrer da investigação.

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