Redação –
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) instaurou um inquérito civil para investigar a regularidade no fornecimento de sondas e fraldas na rede pública de saúde de Campo Grande, com foco no atendimento realizado pelo CEM (Centro de Especialidades Médicas). A medida foi publicada em edital pela 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública.
De acordo com o Diário do MP, o procedimento busca verificar se a distribuição dos insumos ocorre de forma adequada aos usuários, além de apurar quais providências administrativas foram adotadas para garantir a entrega dos materiais durante a administração Adriane Lopes.
A abertura do inquérito ocorre em meio a debates e denúncias envolvendo a oferta desses itens na rede pública. Em 2025, vereadores aprovaram projetos voltados a agilizar o cumprimento de decisões judiciais que determinam o fornecimento de fraldas, medicamentos, dietas e outros insumos a pessoas com deficiência, demandas frequentemente apresentadas por mães atípicas.
Entre as propostas aprovadas pela Câmara Municipal de Campo Grande está a autorização para que a prefeitura realize depósitos judiciais de até R$ 12,5 mil, permitindo que os próprios pacientes adquiram os produtos por um período determinado. A medida busca reduzir a burocracia e acelerar o acesso aos itens essenciais.
O tema ganhou repercussão após relatos de famílias que afirmam enfrentar dificuldades para obter fraldas e sondas pelo CEM. Na época, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que o fornecimento de fraldas ocorre mediante demanda judicial. Segundo a pasta, mais de 286 mil unidades foram entregues em três meses de 2025, entre maio e agosto.

