MP recorre da absolvição de acusado de mandar matar Dorothy
Policial – 07/05/2008
O Ministério Público Estadual do Pará vai recorrer da decisão do Tribunal do Júri de Belém, que absolveu ontem o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, da acusação de ser o mandante do assassinato da freira norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang, em fevereiro de 2005. O promotor Edson Cardoso de Souza disse à Folha Online que já está preparando o recurso. O julgamento de ontem foi o segundo de Bida. No primeiro, em maio de 2007, ele foi condenado a 30 anos de prisão. Como a pena ultrapassou 20 anos de prisão, ele teve direito a um novo júri popular. Cardoso afirmou que o recurso deve ser julgado somente no começo de 2009. “Infelizmente, não existe urgência para esse tipo de recurso. O acusado foi absolvido, já está livre.” Questionado se havia ficado surpreso com a decisão de ontem do Tribunal do Júri, Cardoso disse que não. “Pode causar estranheza, mas não [fiquei surpreso]. Todo mundo sabe que em julgamentos desse tipo o acusado pode ser condenado ou absolvido.” O promotor afirmou ainda que o júri não pode ser criticado pela decisão de absolver Bida. “O júri tomou sua decisão com base no que ouviu ontem. E o que eles ouviram foi uma pessoa [agricultor Amair Feijoli da Cunha, o Tato] ir lá e inocentar a outra [Bida]. Não dá para criticar.” Para Souza, a absolvição de ontem é resultado do depoimento de Tato, que testemunhou em defesa de Bida. Tato, acusado de ter contratado os pistoleiros para matar Dorothy, foi condenado a 18 anos de prisão, após ter a pena reduzida por colaborar com as investigações.
Fonte: MS Notícias



