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Campo Grande – Para MP não há provas para cassar Adriane Lopes por suposta compra de votos

O Ministério Público Eleitoral afirmou que não há provas para a cassação da prefeita Adriane Lopes (PP) e da vice Camilla Nascimento (Sem partido) ao dar um parecer em recurso encaminhado para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta semana, em ação por abuso de poder religioso e compra de votos.

Na ação eleitoral, o PDT (Partido Democrático Trabalhista) e o DC (Democracia Cristã) pedem a cassação da chapa de Adriane por abuso de poder religioso, por usar da estrutura das igrejas evangélicas como palanque eleitoral, e por abuso de poder econômico, por compra de voto.

O Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, reconheceu que houve compra de votos na campanha eleitoral de Adriane nas Eleições de 2024. Naquele pleito, ela venceu a então candidata Rose Modesto (União Brasil) no 2º turno e foi reeleita.

Compra de votos

No parecer, Espinosa afirma que houve compra de votos, mas reitera que não há provas de que Adriane e Camilla sabiam que o crime eleitoral acontecia na campanha.

Servidores da Prefeitura de Campo Grande — da qual Adriane assumiu após a renúncia do então prefeito Marquinhos Trad (PDT) em 2022 — teriam movimentado valores via Pix para a compra de votos ou adesivagem de carros.

TRE negou pedido de cassação

O TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) negou os pedidos feitos pelos partidos políticos, que recorrem em instância superior. Os requerentes alegam que a Corte regional deixou de analisar provas.

“Ao rejeitar a alegação de que as candidatas beneficiadas participaram ou sabiam da compra de votos, o Tribunal a quo apenas afirmou sua convicção a respeito da insuficiência do conjunto probatório para esse fim, não tendo agido – como indicado – a partir de um exame parcial ou superficial”, diz o parecer.

Para o vice-procurador-geral, provas mais robustas da participação das candidatas na compra de votos seriam necessárias para justificar a cassação.

Além disso, o abuso de poder econômico só poderia ser comprovado com o valor do montante gasto e o número de eleitores impactos — dados que não foram informados. Por isso, Espinosa se manifestou pelo não provimento dos recursos.

(Com informações Midiamax)

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