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Movimento Reggae em Dourados

O Reggae teve suas origens na Jamaica. Na década de 70 este gênero espalhou-se pelo mundo, uma mistura de vários estilos e gêneros musicais

Geral – 09/10/2009

O Reggae  teve suas origens na Jamaica. Na década de 70 este gênero espalhou-se pelo mundo, uma mistura de vários estilos e gêneros musicais: música folclórica da Jamaica, ritmos africanos, ska e calipso. Apresenta um ritmo dançante e suave com uma batida bem característica. Guitarra, contrabaixo e  bateria são os instrumentos musicais mais utilizados.
As letras falam geralmente de questões sociais e teve forte influencia do movimento rastafari, defensores do engajamento politico e espiritual.
Várias músicas marcaram época e alcançaram o topo na lista de sucesso das rádios: I Shot the Sheriff  (versão de Eric Clapton ), Peter Tosh com Legalize It e No Woman , No Cry de Bob Marley.  
Vários cantores e bandas passam a incorporar o estilo reggae a partir da década 80, como Eric Clapton, Rolling Stones, Paul Simon,  Gilberto Gil e Jorge Ben Jor, utilizando a batida e a sonoridade dançante e suave. Atualmente, vários cantores e bandas fazem sucesso nesse gênero musical : Ziggy Marley, Beres Hammond, Pulse, UB 40, Big Mountain  e Paralamas do Sucesso .
Aqui no Brasil na década de 90 mais um incremento ao ritmo com Cidade Negra, Alma D’Jem, Tribo de Jah, Nativus e Sine Calmon & Morro Fumegante. No Maranhão é comum festas ao som desse ritmo.
Aqui em Dourados, em maio de 2008 o movimento começou com uma grande moçada combinando encontro pela internet. A maioria não se conhecia pessoalmente, e o primeiro contato foi feito no local programado para acontecer a primeira edição do “Movimento” em Dourados, o ParqueAntenor Martins, na região do Grande Flórida. Levando os instrumentos, violões e percussão, o pequeno grupo  permaneceu tocando reggae e tomando tereré por muito tempo, hábito comum entre nós douradenses.
Já nesse primeiro encontro foi possível juntar mais de cinquenta pessoas, e com o sucesso desse primeiro encontro, afirma Igor, um dos idealizadores do movimento satisfeito com a realização do evento onde desfrutaram por algumas horas, da harmonia entre música e natureza, foi suficiente para combinarem outros encontros.
Passado alguns meses veio o segundo, o terceiro e o grupo aumentando  cada vez mais. Preocupação não existia, era somente lazer e diversão junto a natureza e a boa música. Confraternização entre novos amigos.
Os idealizadores logo se inquietaram e cumprindo o papel desencadeado pelo reggae que é de preocupação com o social começam a pensar que não basta criticar a falta de espaço, o sistema e pensaram que poderiam aproveitar a força dessa união para direcionar uma ação formativa.
A partir do quinto encontro ele afirma que discussões foram travadas e concluiram que poderiam fazer isso através do exercício da cidadania. Daí estudaram a Constituição e foram tirando conclusões sobre o que a democracia proporciona ao povo, ou seja, amplos poderes.  Somos co-participantes do processo.
Resolveram trazer para dentro do movimento essa responsabilidade, que já não é só da democracia mas do bem estar coletivo. Acreditando que só se fica bem se buscar essa harmonia, política, pessoal e do meio ambiente.
Portanto assumiram o compromisso de firmar essa responsabilidade para espalhar esse tipo de conhecimento, é o sonho dos meninos do Movimento Reggae em Dourados.
No último encontro pude presenciar a alegria do movimento. Quando cheguei era fim de tarde. De longe se via as cores do movimento reggae. A música acústica dos violões e da percussão se misturava ao canto dos pássaros, sabiás, canarinhos, bem-te-vis que habitam ali no parque. Palco do movimento.
As cores provocadas pelo raios solares nas nuvens, vinham completar o lindo e aconchegante ambiente. Pessoas conversavam felizes enquanto outras iam chegando formando círculos em torno dos músicos . Alguns plantavam árvores e distribuiam mudas aos visitantes com o propósito de melhorar as condições ambientais do planeta.
A noite chegando e com ela o número de pessoas foi aumentando, além da música a programação trouxe poesia e na árvore da vida, elemento criado por artistas locais, com frases otimistas distribuídas aos presentes era ofertada e gerando boas discussões e reflexões sobre o ato sublime da vida e do viver em paz e harmonia.
Assim está o movimento do reggae em Dourados e que se encontra aberto a novas participações na próxima edição que brevemente acontecerá.
 
Cantinho da Poesia:
Adilvo Mazzini
Amanhecer
O sabiá-laranjeira madrugador
 se faz do amanhecer anunciante.
Suavemente,
 em quase melodia dolente,
 parece ainda resistir
e não querer sair
do galho acolhedor.
 
No horizonte
mais ao longe
tênue luz surge
conduzindo pela mão
os indícios de novo dia.
O sabiá, indiferente
à tremenda gritaria
do matreiro bem-te-vi
calmamente
continua a cantilena
tão amena
de cantador dos sapotis.
É o arrebol…
Surge, imponente, o sol!
Pios,pipios,gorjeios, arrulhar das juritis…
Regurgita a vida
Orquestrada
 esperada
afinada tão querida
 inteiramente certa.
Na janela entreaberta
a amada a se espreguiçar
 mostrando seminus os seios.
Sente ainda em seus lábios
o úmido gosto da noite de amor
 
 
Fala Gil!

 
“Existem muitas maneiras de fazer música. Eu prefiro todas.” Gilberto Gil
 

Fonte: Folha de Dourados

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