Morria há 15 anos o maior piloto da história do automobilismo
O piloto faleceu em 1º de Maio de 1994, em Ímola, na Itália, durante o GP de San Marino. Deixou um legado exemplar nas pistas e de vida
Ayrton Senna – 01/05/2009
15 anos sem Ayrton Senna
Neste 1º de Maio de 2009, quanto é celebrado em vários países do mundo do Dia do Trabalho, o Brasil tem um motivo a mais para homenagear um trabalhador muito especial: Ayrton Senna da Silva, que faleceu há exatos 15 anos, em Ímola, Itália, durante o Grande Prêmio de San Marino, de Fórmula 1. Leia a seguir um pouco da história deste ídolo do esporte internacional.
Ayrton Senna da Silva (São Paulo, 21 de março de 1960 Bolonha, Itália, 1 de maio de 1994) foi um piloto brasileiro de Fórmula 1, três vezes campeão mundial, nos anos de 1988, 1990 e 1991. Foi também vice-campeão no controverso campeonato de 1989 e em 1993. Faleceu em acidente no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, durante o Grande Prêmio de San Marino de 1994. Seu excelente desempenho nas fórmulas anteriores (especialmente na Fórmula 3 inglesa em 1983) o levou a estrear na Fórmula 1 no Grande Prêmio do Brasil de 1984 pela equipe Toleman-Hart. Logo na sua primeira temporada na categoria máxima, Senna demonstrou rapidamente um talento excepcional levando a pequena equipe inglesa à exaustão e a obter resultados jamais alcançados. É considerado um dos maiores nomes do esporte brasileiro e um dos maiores pilotos da história do automobilismo
A imagem vitoriosa deste brasileiro, considerado um dos maiores esportistas da história, é reconhecida nos quatro cantos do mundo, seja por seu talento excepcional e por sua determinação impressionante, ou por desempenho quase mágico. É um mito do automobilismo mundial e considerado um dos melhores de todos os tempos.
Tal grandiosidade prematuramente reconhecida, quando Ayrton, aos 4 anos de idade pegou no volante pela primeira vez, marcou o início de uma história maravilhosa de sucesso, que eventualmente incluiria 41 vitórias na Fórmula 1, 65 pole positions e 3 campeonatos mundiais.
Ao vestir o macacão, transpirava um equilíbrio sereno e se integrava ao carro para sentir cada reação na pista, fazendo manobras inacreditáveis, dignas de um perfeccionista. A violência e a exatidão das pistas nunca assustaram Ayrton Senna. Ele se transformava em potência superando todos os desafios sempre em busca da vitória.
Enquanto alguns disseram que Ayrton era um homem sem medo, Senna aliava a sua grande habilidade na pista à sua religiosidade e dedicação, cujas motivações permitiram -lhe buscar o equilíbrio, mesmo nos circuitos mais complicados e sair vitorioso.
Ser campeão de Fórmula 1. Sem dúvida esse era o grande ideal de Ayrton Senna quando começou a correr de kart. Sua carreira foi sempre direcionada para isso. E conseguiu. Mas não era apenas o automobilismo a principal preocupação de Senna. O homem simples, sincero e amigo virava o empresário perfeccionista, objetivo e exigente quando tratava dos seus assuntos profissionais. E foi apoiado nessas qualidades naturais de empresário que Senna participou, diretamente, no desenvolvimento e concretização de dois sonhos que viu realizar: a Marca Senna, que é um referencial em produtos de alta tecnologia, e o Senninha, um personagem infantil, inspirado nos valores do próprio Ayrton Senna.
Longe das pistas, Ayrton Senna era uma pessoa normal. Se é que um ídolo possa ter vida normal. Depois de cumprir os compromissos com a equipe, imprensa, patrocinadores e fãs, procurava sair rapidamente dos autódromos. Destino: Brasil. Cidade: São Paulo.
Beco, como era chamado na intimidade, era muito alegre e brincalhão. Por isso, as inúmeras histórias que vamos relatar aqui serão de muito bom humor, revelando o alto astral que Ayrton Senna tinha na intimidade da sua casa. Mesmo com a vida sempre corrida, com muitos compromissos que sempre procurava cumprir, encontrava um tempo para ficar com a família. Nos pequenos intervalos dos treinos particulares e a extensa programação dos Grandes Prêmios, voltava para o Brasil para passar alguns dias com os pais, irmãos, sobrinhos e amigos. Sempre foi um elo de ligação entre todos, onde o assunto Fórmula 1 era o que menos interessava. Ali ele era apenas o Beco. O menino que sonhou um dia guiar um carro de Fórmula 1, mas que adorava o sossego de casa às badalações do mundo das corridas.
A discrição foi uma das marcas de Ayrton Senna. Sabia administrar muito bem os compromissos profissionais que a profissão – e o encanto – de piloto vitorioso exigiam, com os deveres de bom filho, irmão, tio e amigo que fazia com muito prazer. Mudando de país e hotel a cada semana durante a temporada de Fórmula 1, Ayrton Senna gostava mesmo era de estar em casa. Algo especial que ele curtia muito e que tinha o seu estilo de vida. Reunia a família e amigos para recarregar as baterias, relaxar, tomar sol e praticar esportes.
Em São Paulo, transformava-se no competente empresário que cuidava dos negócios com a mesma dedicação e preocupação que tinha na F1, como pode ser visto ao olharmos para o sucesso das marcas que criou: o personagem Senninha e a Marca Senna.
Ayrton tinha orgulho de ser brasileiro. E queria fazer mais pelo país. Lançou a semente para a criação do Instituto Ayrton Senna que atende milhares de crianças e jovens em todo Brasil.
A preocupação com o social era uma marca de Ayrton Senna. Muito antes da semente do Instituto Ayrton Senna ser lançada, Senna trabalhou para realizar alguns sonhos de brasileiros menos favorecidos. ‘Os ricos não podem continuar vivendo como se fossem uma ilha no meio de um mar de pobreza’, disse certa vez. Acreditava em Deus, e deixava bem claro que ‘dentro do carro de Fórmula 1 está Ayrton Senna. Dentro do piloto a fé em Deus.’
Fonte: Folha de Dourados



