A Câmara Municipal do Rio de Janeiro divulgou, na noite desta nesta segunda-feira, uma nota de pesar pela morte da vereadora Luciana Novaes, aos 42 anos. No comunicado, o Legislativo carioca destaca a trajetória da parlamentar como um exemplo de luta, coragem e amor ao próximo.
Segundo a Câmara, Luciana transformou a própria dor em propósito e construiu uma atuação marcada pela perseverança e superação, dedicando sua vida ao serviço público com compromisso e sensibilidade social.
Ao longo do mandato, deixou um legado de quase 200 leis, voltadas principalmente para a inclusão, a defesa das pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade. A nota ressalta ainda a escuta atenta e a atuação firme da vereadora em defesa de quem mais precisava.
“A Câmara Municipal se solidariza com familiares, amigos e toda a equipe de seu mandato”, afirma o texto.“ O Rio de Janeiro perde uma grande mulher, mas seu legado permanece vivo na memória da cidade e no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.”

Quem era a vereadora que transformou dor em luta e deixou legado de inclusão no Rio
Conhecida como um símbolo de resistência, Luciana Novaes fez da própria história um motor para atuar na política e defender quem mais precisava de apoio do poder público.
Ainda jovem, teve a vida drasticamente transformada após ser atingida por uma bala perdida em2003, quando cursava Enfermagem e foi atingida por uma bala perdida dentro do campus de uma universidade no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio. Luciana ficou tetraplégica. A partir daquele momento, enfrentou limites físicos, preconceitos e desafios diários, mas também descobriu um propósito: lutar por acessibilidade, inclusão e dignidade.

Eleita vereadora no Rio de Janeiro, construiu um mandato voltado principalmente à defesa das pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade.
Reconhecida pela escuta sensível e pela atuação firme, Luciana Novaes se destacou por levar para o plenário experiências reais, vividas na pele, e por cobrar soluções práticas para melhorar a vida dos cariocas.
Ainda não há informações sobre a causa da morte.
(Informações R7)



