Fernanda Britzke Elsenbach, Giorgio Maschietto e Lohaine Aparecida Benites (*) –
O Mormo é uma zoonose infectocontagiosa causada pela bactéria Burkolderia mallei que acomete primeiro os equídeos (cavalos, burros ou mulas) e depois os humanos. A doença é transmitida a humanos pelo contato com animais infectados e a transmissão entre os animais se dá pela ingestão de água e alimentos contaminados, inalação ou contato com materiais contaminados (arreios e equipamentos).
Em equinos geralmente a doença se manifesta cronicamente, e os animais podem viver por anos com a infecção sem sinais clínicos. Na infecção crônica a secreção nasal é mais discreta, confundindo-se com outras afecções respiratórias. Muitas vezes os animais são assintomáticos e, portanto, portadores da bactéria do grupo.
A doença se manifesta na forma nasal apresentando nódulos e úlceras que podem se unificar abrangendo grandes áreas.
Na forma cutânea ocorre formação de nódulos em toda a pele principalmente nos membros e esses nódulos podem romper-se produzindo úlceras.
Na forma pulmonar as lesões dos pulmões começam com a formação de nódulos rígidos ou com processos pneumônicos difusos.
No homem atingido os sintomas gerais são febre, dores musculares, dor no peito, rigidez muscular e cefaleia (dor de cabeça). Podem ainda ocorrer lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz e diarreia
Não existe vacina contra a doença e a melhor forma de prevenção é a identificação da doença. Quando positivo o animal deve ser sacrificado e todo material e utensílios com o qual teve contato deve ser desinfetados.
Conhecer e prevenir doenças garante a qualidade de vida da população e o bem estar animal.
(*) – Alunos do 4° semestre de Medicina Veterinária Faculdade Anhanguera Dourados, sob a supervisão da professora Creilda Santos Alves.

