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Missão à Lua: retorno nesta noite envolve silêncio, calor extremo e alta velocidade

Cápsula chega à Terra nesta sexta (9) a 38 mil km/h e deve enfrentar momentos críticos antes do pouso no oceano

Jardes Johnson – Editor de Conteúdo do Primeira Página –

A primeira missão tripulada à Lua em mais de 50 anos está prestes a voltar à Terra. O retorno da Artemis II ocorre nesta sexta-feira (9), às 21h07 (horário de Brasília), com pouso previsto no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, nos Estados Unidos.

Apesar do sucesso da viagem até aqui, é na volta que a tensão aumenta. A reentrada na atmosfera da Terra é considerada um dos momentos mais críticos de toda a missão.

Retorno da Artemis II ocorre nesta sexta-feira (9). - Foto: Nasa/Redes Sociais
Retorno da Artemis II ocorre nesta sexta-feira (9). – Foto: Nasa/Redes Sociais

Minutos antes de entrar na atmosfera, a cápsula Orion passa por uma etapa decisiva: o descarte do módulo de serviço, responsável por parte do suporte da nave durante a missão.

A partir daí, os astronautas iniciam a descida em altíssima velocidade — cerca de 38 mil km/h, o equivalente a 30 vezes a velocidade do som.

Durante esse processo, a cápsula enfrenta temperaturas que podem ultrapassar os 2.700 °C, exigindo máxima resistência dos materiais e precisão nos cálculos.

Assim como ocorreu no lado oculto da Lua, os astronautas enfrentarão um período de silêncio total. Desta vez, a perda de comunicação deve durar cerca de seis minutos — justamente durante uma das fases mais sensíveis da reentrada.

Além do calor e da velocidade, a tripulação ainda precisa suportar forças de até 3,9 vezes a gravidade da Terra, o que aumenta o desgaste físico durante a descida. Superada essa etapa, a cápsula desacelera e inicia a abertura dos paraquedas em sequência, reduzindo a velocidade até o pouso seguro no oceano, conhecido como splashdown.

Após o contato com o mar, equipes de resgate entram em ação. A previsão é que os astronautas sejam retirados da cápsula em até duas horas e levados de helicóptero até o navio militar USS John P. Murtha, onde passam pelas primeiras avaliações médicas. Em seguida, retornam ao continente e seguem para o Centro Espacial Johnson, no Texas, onde continuam o monitoramento pós-missão.

O sucesso dessa etapa final é decisivo para o futuro da exploração espacial. A Artemis II marca a retomada das viagens tripuladas à Lua após décadas e abre caminho para novas missões nos próximos anos.

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