Ministro do Trabalho defende queda dos juros
Geral – 02/05/2009
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O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou sexta-feira que o governo está tomando as medidas necessárias para reduzir as taxas de juros, muito criticadas por representantes da Força Sindical durante a festa do 1º de Maio realizada na Zona Norte da capital paulista. Para Lupi, embora o Comitê de Política Monetária (Copom) tenha reduzido as taxas de juros nas últimas três reuniões, elas ainda são altas no Brasil e, por isso, a reivindicação das centrais sindicais é justa.
– Mas o Brasil tem que buscar sempre o bom senso e o equilíbrio para as taxas de juros não caírem de maneira tão abrupta que prejudique outros setores da economia nacional – afirmou o ministro.
Lupi disse acreditar que as taxas de juros chegarão, aos poucos, a níveis mais aceitáveis. O ministro, que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no evento promovido pela Força Sindical para comemorar o Dia do Trabalho, disse que o brasileiro deve ter fé no país, apesar da crise econômica global. Segundo Lupi, o Brasil está superando a crise e já há registros de crescimento da geração de empregos desde fevereiro.
– Vamos ter mais ainda em abril. Já estamos vendo setores da economia nacional respondendo. Então, temos de ser otimistas. Minha mensagem é acreditar no país, na nossa força de trabalho. O Brasil tem condições muito especiais para ser o primeiro a sair da crise – afirmou.
Questionado sobre a queda do número de postos de trabalho na indústria, Lupi respondeu que apenas alguns setores ainda sofrem em decorrência da crise, e que dados cadastrais do governo, baseados nas informações das próprias empresas, confirmam essa afirmação.
– O dado que temos é real, não é pesquisa. Temos uma base forte para fazer qualquer avaliação sobre a economia – informou o ministro.
Lupi ainda ressaltou que o governo também está tomando medidas para que os trabalhadores dos setores produtivos de carne bovina e frango não sejam demitidos:
– Uma das medidas foi a liberação de R$ 10 milhões para o agronegócio, além de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Estamos agindo sempre, e a contrapartida é a garantia do emprego, que, para nós, é fundamental.
Sobre as mudanças em estudo para a caderneta de poupança, o ministro disse que o trabalhador não deve temer as alterações, porque esse é um investimento seguro:
– O governo tem a responsabilidade de não alterar nada que traga prejuízo à população. Jamais o presidente Lula fará algo para prejudicar o pequeno e o médio investidor.
Fonte: Jornal do Brasil



