“Tina” é o nome usado por traficantes e usuários para se referir à metanfetamina, uma droga sintética que vem ganhando espaço nas baladas e ruas da capital paulista. Só no ano passado, quase quatro quilos de metanfetamina foram apreendidos no estado de São Paulo.
Para se ter uma ideia, em 2022, a polícia havia apreendido apenas 100 gramas. A substância, conhecida como “cristal”, age no sistema nervoso central e pode causar dependência já no primeiro uso. “Você tem um aumento grave e importante da pressão arterial, que pode levar a risco de infarto, de acidente vascular cerebral, de arritmias graves e de difícil tratamento”, alerta o especialista Fábio Cantinelli.
Em 2024, uma investigação revelou que um site chinês vendia a droga com envio para o Brasil em embalagens de até 25 quilos. No ano passado, a Polícia Civil de São Paulo prendeu 20 suspeitos de envolvimento com a produção e o tráfico, entre eles o mexicano Guillermo Fabian Martinez Ortiz, apontado como responsável por ensinar a fabricação a traficantes chineses no país.
Segundo a polícia, as apreensões cresceram quase 40 vezes nos últimos quatro anos, impulsionadas por uma parceria entre cartel mexicano e grupos chineses que atuam em São Paulo. O grama pode custar entre R$ 300 e R$ 600. Vídeos mostram laboratórios clandestinos na capital. No fim de abril, um mexicano foi preso com três quilos da droga e confessou que faria a entrega em um hotel. “Tem uma parcela da população que está consumindo as drogas mais caras, que a gente chama de droga gourmet”, afirmou o delegado Carlos Castiglione.
(Informações R7)



