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Memórias e relatos da Região do Guassú

Vila Macaúba – 12/05/2008

Em pesquisa realizada para o Núcleo de Estudos das Identidades Culturais Sul-Mato-Grossenses as professoras da rede municipal de ensino Ana Lúcia Pereira Borges Eberritter, Izângela Cândida de Alencar, Rógina Cunha Rocha Santos e Ronize Nair Lange Moro, afirmam que a Região do Guassú, que tem como sede a Vila Macaúba, passou a ser explorada pela população não índia após o término da Guerra do Paraguai.
Segundo as pesquisadoras para desenvolver a criação de gado, “José Serrano, oriundo de Minas Gerais, fixou residência no local denominado Fazenda Paloma, aproximadamente no ano de 1884. Posteriormente, esta área foi legitimada por Domingos Barroso, que se dedicou à pecuária que constituiu umas das fontes econômicas da região”.
Um dos primeiros requerimentos pela posse da terra foi feito para as Fazendas Palmas e Palmeiras, requerido por José Manoel de Góes, com um total de 7.043 hectares, que foi posteriormente vendida para Ezequiel Gonçalves de Oliveira no ano de 1921. Também nessa época, Fernando Bilherbeck adquiriu o lote denominado Potreiro Guassú. Esta área recebeu este nome no Mato Grosso, por se tratar de campos rodeados de matas. Assim, o Guassú foi conhecido desde o seu início como potreiro, devido aos campos ali existentes, povoados de capim nativo de elevado valor forrageiro, excelente para a criação de gado.
A Vila Macaúba surgiu a partir da aglomeração de pessoas na década de 1930, que vinham em busca das “terras devolutas”. O nome inicial da localidade foi Rancharia, em função do fato de que imigrantes permaneciam na localidade, ou seja, “arranchados”, com a esperança de conquistar um pedaço de terra. Depois de algum tempo, foi denominada de Vila Macaúba, em função de conter uma grande quantidade dessa espécie de palmeira.
Através do decreto n° 223 de oito de Dezembro de 1938, reservou-se no lugar denominado “Macaúba”, para constituir o Patrimônio da Vila de Guassú, município de Dourados, uma área de terras de 3.000 hectares, assinado pelo bacharel Júlio Strubing Müller, interventor federal no Estado de Mato Grosso, atendendo a solicitação enviada pelo então prefeito de Dourados, Álvaro Brandão. (Nicanor Coelho)
 

Fonte: Folha de Dourados

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