Moradora de Campo Grande, uma mulher que vive nas proximidades da Avenida Duque de Caxias decidiu mudar os filhos de escola após mais um atropelamento registrado no local, o segundo em menos de dois meses, ocorrido nesta sexta-feira (27). Antes da mudança, as crianças estavam matriculadas na Escola Municipal Frederico Soares, situada do outro lado da via em relação à residência da família.
Como os três filhos frequentavam a escola em turnos diferentes, a mãe precisaria atravessar o trecho considerado perigoso até quatro vezes ao dia. Recém-chegada ao bairro, onde mora há cerca de dois meses, ela optou por transferir as crianças para uma unidade de ensino localizada no Jardim Inápolis, evitando a travessia diária.
Segundo apuração do site Midia Max, o local apresenta tráfego intenso de veículos e ciclistas, além de registros frequentes de alta velocidade. A situação se agrava por se tratar de um trecho que liga Terenos a Campo Grande e por estar próximo à bifurcação de acesso ao Indubrasil e ao bairro Santa Mônica.
“É um lugar muito perigoso. Pelo menos um quebra-molas deveria ser instalado aqui. Quem anda de bicicleta precisa atravessar correndo, porque os motoristas não diminuem a velocidade. O risco de ser atropelado é constante”, desabafa a mãe.
Pedido por redutores de velocidade
Moradores da região também relacionam a falta de redutores de velocidade ao número recorrente de acidentes. “Esse trecho é muito perigoso, praticamente todo mês acontece algum acidente”, comentou um residente.
A Prefeitura de Campo Grande foi procurada para informar se existe previsão ou possibilidade de instalação de redutores de velocidade na área, mas não respondeu até o fechamento da matéria. O espaço permanece aberto para manifestações futuras.

