Mecânico herda profissão do pai e ganha títulos na Speed
Genética – 26/11/2007
Querer saber quem é o douradense Justiniano Soares Neto, 40 anos, é a mesma coisa que tentar adivinhar a idade de Jesus Cristo, entretanto, quem procurar por “Kiko Soares” em Dourados chega fácil ao campeão de Speed Way e um dos mais competentes mecânicos de moto da cidade. Entre os que amam a velocidade sobre duas rodas então ele é figurinha carimbada.
Kiko Soares, casado e pai de três filhos, fala com orgulho da profissão que herdou do pai, Diamantino Soares Rocha, falecido há 13 anos. Diamantino também foi piloto e segundo consta à história, foi o primeiro motoqueiro a abrir uma oficina mecânica especializada em consertos de motos e lambretas na cidade, isso no início da década de 50, após ele sair da pacata Santa Lúzia, hoje Juti, para residir em Dourados e formar a sua família.
O piloto lembra que sua moto leva o número 53 em homenagem ao ano em que seu pai veio para Dourados, que foi em 1.953. “Tudo que sou hoje devo muito ao meu pai e tentou passar à mesma educação que tive dele para meus filhos”, diz o piloto dizendo que somente o caçula tem tendência a seguir à carreira de piloto de motocicleta.
Títulos – Depois de passar por várias equipes de pilotos de Speed Way como mecânico, aos 22 anos, Kiko Soares, nos idos de 89, decidiu também competir e em um rápido espaço de tempo conquistou três títulos estaduais – 2000, 2003 e 2004 – na categoria Open e no ano passado, já como “vovô garoto” conquistou o titulo também estadual na categoria Sênior.
Registrado na Femems (Federação Estadual de Motociclismo do Estado do Mato Grosso do Sul), o douradense em 2002 também conquistou um titulo internacional, ao ser campeão em um campeonato disputado no Paraguai naquele ano, representando o Corpo de Bombeiros Voluntários Amarelo daquele país. “Foi emocionante. O dinheiro conquistado na competição dividiu com os bombeiros porque eles eram muitos pobres”, diz Kiko Soares, lembrando que competiu com pilotos do próprio Paraguai, Argentina, Uruguai, Chile e de outros estados do Brasil.
Pilotando atualmente com uma Honda na categoria que vai até 350 cilindradas, o douradense diz-se orgulhoso de ser um dos poucos pilotos a ter um patrocínio para a prática do esporte, que segundo ele, é a sua maior paixão, depois de sua família. “Na minha carreira como piloto devo muito ao seu Mário Endo que me dá total apoio”, diz Kiko Soares lembrando que a falta de apoio não só no motociclismo, mais em todos os esportes, é que deixa o Mato Grosso do Sul abaixo de outros estados em termos de competições nacionais. “Se todos os esportes daqui tivessem apoio como eu tenho, com certeza a história seria outra e o Estado estaria entre os melhores do país”, resume o piloto, que é patrocinado há vários anos pela Concessionária Endo Moto, que sempre mantém sua moto em dia, além de colaborar nos custos com as viagens e com as aquisições dos equipamentos de provas que chegam em média a custar dois mil reais entre luvas, botas, calça, camisa, caneleiras e coletes.
Fonte: Folha de Dourados



