“Matador de travesti” voltará ao banco dos réus
Justiça – 25/02/2008
Um dos bandidos mais notórios da crônica policial de Dourados voltará ao banco dos réus neste ano. Trata-se de Paulo Sérgio de Oliveira, o Careca, de 33 anos, conhecido como o “serial killer matador de travestis”. Ele será um dos 25 acusados que serão julgados entre 7 e 29 de abril no mutirão preparado pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Dourados, Celso Schuch Santos, para agilizar as pautas de julgamento. Além dos magistrados do município, presidirão os júris populares, juízes de Rio Brilhante, Itaporã, Caarapó e Fátima dos Sul.
Careca, cujos crimes tiveram repercussão nacional, já foi condenado cerca de 180 anos de prisão por vários homicídios em série cometidos entre o final da década de 90 e início de 2000, tendo como principais vítimas travestis.
Agora o “serial killer” deverá ser julgado a partir das 13 horas, em 08 de abril, para responder por incidência de homicídio doloso que teve como vítima o pedreiro Denílson Ivo da Silva e por tentativa de homicídio contra o travesti Francisco Martins de Souza, a “Valéria”. Os se encontravam na frente do Terminal Rodoviário conversando, quando foram almejados por Careca, que caso condenado poderá pegar pelo menos mais 30 anos.
Neste julgamento a acusação será feita pelo representante do Ministério Público Estadual, promotor Julio Bilemjan Ribeiro, e na defesa estará mais uma vez atuando o advogado criminalista, Isaac Duarte de Barros Junior.
O novo julgamento de Careca deverá repercutir bastante em Mato Grosso do Sul. Desde a primeira condenação do “matador de travesti” os trabalhos entre as acusações e a defesa do réu foram acompanhados por integrantes da AGLTS (Associação dos Gays, Lésbicas, Transexuais e Simpatizantes) de Dourados e pela associação da categoria de Campo Grande.
Isaac de Barros está pessimista quanto às chances de absolvição de Careca neste novo julgamento. “Não tem jeito. Todos os júris do meu cliente que ocorrerem aqui, ele será condenado, pois a AGLTS, a própria sociedade e a pressão da imprensa por si só já o condenam antes mesmos dos jurados”, disse.
Vale ressaltar que desde a primeira condenação do “matador de travesti”, Issac de Barros vem tentando transferi-lo para um manicômio penitenciário sob alegação de que seu cliente seria portador do vírus do HIV e que necessitaria de atendimento médico, o que não estaria acontecendo na penitenciaria local – Harry Amorim Costa.. (WG-R)
Fonte: Folha de Dourados



