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Marmelada peemedebista

"Se com Artuzi (...) a pedida fora de R$ 2 milhões, diante do império da Unigran e da máquina da prefeitura, triplica essa coisa"

Eleições 2012 – 29/06/2012

Valfrido Silva
Em seu último retorno de Brasília antes da convenção marcada para a manhã de hoje para definir o futuro de seu partido nas eleições de outubro o deputado Geraldo Resende ainda fez uma última tentativa de salvar o PMDB douradense. Em vez de seguir direto para seu escritório, como de costume, resolveu dar uma passadinha na emissora de seu colega Marçal Filho, no prédio das Araras. Depois de um chá de cadeira, na portaria, foi embora, ante uma daquelas esfarrapadas desculpas de uma recepcionista, que não soube informar o paradeiro do até então candidato a prefeito. Hoje de manhã, enfim, os dois parlamentares peemedebistas se encontraram no plenário da Câmara Municipal, mas não havia mais tempo para entendimentos. Dali a alguns minutos sairia o veredito, surpresa só mesmo pra quem não é leitor deste Blog: O PMDB é Murilo desde criancinha, vai apoiá-lo na reeleição, com direito a indicar o candidato a vice, Odilon Azambuja. Pelo jeito (o escore foi 42 a 11) nem Marçal Filho votou nele mesmo, já que a vereadora Délia Razuk, enfurecida, garantia, que seus nove votos foram partidários, da mesma forma o fiel escudeiro de Geraldo Resende, Paulinho Falcão. E, claro, o do próprio Geraldo, que depois de tanto bater na tecla da ética e da fidelidade, não faria uma coisa destas com o amigo e companheiro de parlamento.
Mas por que então as lágrimas de Keliana Fernandes (foto), a amada de Marçal, após a ‘proclamação’ dos resultados pelo folclórico Zé do Itahum, que puxava a claque pró-Murilo no plenário da Câmara Municipal? Talvez porque agora, sem Eleandro Passaia para lhe bancar, tenha que meter a mão no bolso, já que sempre se colocou como candidata caso o companheiro de microfone fosse ‘traído’. ‘Pela primeira na vida vi o Marçal chorar’, ironizava um peemedebista, entre a desolação e a estupefação, já que para ele, também, o resultado era mais que óbvio.
Como os leitores do Blog já estavam suficientemente informados quanto ao que aconteceria, fui à convenção peemedebista apenas para checar uma data, com um desses carregadores de mala preta. Como havia muita gente, o sujeito ficou meio ressabiado, mas deixando escapar que tudo havia sido sacramentado em fevereiro. Números? Nem pensar! Mas neste ponto da inquirição desfazendo o mistério quanto a presença de um estranho no ninho do primeiro escalão murilista, evidenciando-se a condição de ponte do pouco apessoado assessor por onde tudo teria passado. Números? Espreme que sai! Se com o Valdecir, que não tinha onde cair morto, a pedida fora de R$ 2 milhões, diante do império da Unigran e da máquina da prefeitura, triplica essa coisa. Dei-me por satisfeito. O resto é com a história, e com a justiça, que tarda, mas não falha.
O teatro foi perfeito. ‘Perdeu o PMDB, não o Marçal Filho’, encenava Marçal Filho. Sem a extravagância e as fragrâncias que enfeitiçaram o tímido radialista da Vila Matos, já no modelito de candidata e transpirando o tal do cheiro do povo, Keliana Fernandes, entre lágrimas, bradava: Marmelada! Marmelada! Marmelada! Para quem, no pacote, foi contemplada com a condição de sparing de Zauiht, até que a moça estava contida demais.

Fonte: Folha de Dourados

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