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Marçal Filho: ‘Acredito nos desígnios de Deus, minha candidatura tinha que ser agora’

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Empresário, advogado, político com mais de 30 anos de carreira, Marçal Filho é entrevistado pela Folha de Dourados e fala sobre os desafios de ser pré-candidato a prefeito na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul

Redação Folha de Dourados –

Marçal Gonçalves Leite Filho, ou simplesmente Marçal Filho, nasceu em Dourados em 14 de outubro de 1964 e daqui somente se ausentou em dias de semana para cumprir seus mandatos em Brasília e em Campo Grande. Empresário bem-sucedido, advogado, político com mais de 30 anos de carreira, Marçal Filho é casado com Patrícia, pais de Vinícius e Vanessa, cursou direito no Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran), entre 1985 e 1990.

Dois anos depois de colar grau foi eleito vereador pelo PMDB e na primeira disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados ficou com a primeira suplência, assumindo o mandato de deputado federal em 1997, quando André Puccinelli renunciou para tomar posse na Prefeitura de Campo Grande. Na eleição seguinte, em 1998, foi eleito deputado federal, com 50.769 votos e nas eleições de 2002 foi candidato a vice-governador de Mato Grosso do Sul na chapa de Marisa Serrano. Em 2006 recebeu 56.598 votos para deputado federal, ficando como primeiro suplente da coligação entre PMDB e PSDB e acabou assumindo o mandato com a renúncia do deputado federal Waldir Neves. Em 2010 recebeu 60.957 votos que lhe garantiram mais um mandato na Câmara dos Deputados. Em 2016 foi o vereador mais votado de Dourados com 4.065 votos e em 2018 foi eleito deputado estadual 25.437 votos.

Confira a entrevista exclusiva que o pré-candidato a prefeito de Dourados pelo PSDB, Marçal Filho, concedeu à Folha de Dourados:

“Dourados nunca passou por uma administração tão desastrosa como essa, onde as coisas não acontecem”

Folha de Dourados: O senhor exerce cargos eletivos há mais de 30 anos, desde vereador a deputado federal. Houve outros momentos em que teve oportunidade de ser candidato a prefeito de Dourados, porém o senhor declinou. O que o levou, desta vez, a finalmente encarar esse desafio?

Em primeiro lugar acredito nos desígnios de Deus e que pra tudo tem o tempo certo para acontecer. Minha candidatura tinha que ser agora, que estou pronto para conduzir os destinos da nossa cidade. Por outro lado, Dourados nunca passou por uma administração tão desastrosa como essa, onde as coisas não acontecem mesmo com o Orçamento Municipal deste ano superando a casa de R$ 1,8 bilhão e podendo passar de R$ 2 bilhões para 2025. Por toda experiência que obtive, sinto-me preparado para administrar a cidade onde nasci, cresci, estudei, constituí família, criei meus filhos e agora curto meus netos.

“Todos os parlamentares federais têm disposição para colocar recursos na maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul”

Em 2022, o senhor deixou o PSDB para sair candidato a deputado estadual pelo Progressistas, mas não conseguiu a eleição por essa sigla. A então vereadora Lia Nogueira que era do PP, ingressou no PSDB e foi candidata a deputada estadual, conseguindo se eleger. Foi um erro de estratégia de sua parte, visto que agora está de volta ao antigo ninho tucano?

Recebi mais de 24 mil votos nas últimas eleições, sendo o candidato mais votado em Dourados. Minha votação foi maior do que a metade dos deputados que se elegeram. Portanto não posso reclamar do que aconteceu. Pelo contrário, o fato de não ter sido eleito fez com que eu não precise abrir mão de mandato algum para me apresentar como pré-candidato a prefeito.

O apoio do grupo político que comanda o Estado, com destaque para o ex-governador Reinaldo Azambuja, lhe dá uma confiança maior de vitória, mesmo lembrando que o PSDB perdeu as duas últimas eleições para prefeito em Dourados, com esse mesmo apoio?

Os apoios do governador Eduardo Riedel e do ex-governador Reinaldo Azambuja, sem dúvida, são muito importantes. É uma parceria para administrar Dourados. A experiência vivida pelos douradenses com prefeitos que não possuem fortes apoios nas esferas estadual e federal, não tem sido nada boa. O prefeito tem que ser um líder que procure constituir uma força tarefa para recuperar Dourados. Tem que unir vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores e governador em torno de um projeto comum que se chama Dourados. Fui deputado federal por quase 12 anos e sei que todos os parlamentares federais têm disposição para colocar recursos na maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul, mas para isso, o prefeito tem que abrir espaço político para todos, independente de partido político. Dourados já perdeu muito por causa de picuinhas políticas. O líder tem que ser alguém que entenda que terminadas as eleições, acabam-se os adversários. Para ser prefeito não pode ter vaidade. Em todos os cargos que ocupei, já vi prefeitos esconderem os nomes dos parlamentares em obras conquistadas por vereadores ou deputados. Isso tem que acabar. Tem que valorizar cada um que ajudar Dourados.

“O fato de não ter sido eleito [em 2022] fez com que eu não precise abrir mão de mandato para ser pré-candidato a prefeito”

O senhor é um radialista de sucesso no rádio douradense. Sendo eleito, como pretende conciliar sua paixão pelo rádio e a administração do Município?

A minha 94 FM continuará sendo a voz do povo. Não poderei estar diariamente nos microfones, mas não deixarei de apresentar meu programa.

“Sinto-me preparado para administrar a cidade onde nasci, cresci, estudei, constituí família, criei meus filhos e agora curto meus netos”

Quais as credenciais que levam a crer em sua capacidade de gestão para transformar Dourados em uma cidade melhor para se viver?

Minha experiência como deputado federal, deputado estadual e vereador me faz ter a certeza de que Dourados será a cidade do interior do Mato Grosso do Sul que mais irá receber recursos do Governo do Estado e do Governo Federal para as áreas de educação e saúde, obras de impacto na infraestrutura urbana que não acontecem há muito tempo. Minha empresa também me deu a expertise na gestão de pessoas, tão necessária para melhorarmos o atendimento à população.

“Não fiz compromisso algum de cargos a ninguém, mas nada impede que bons nomes sejam indicados e acatados”

Tendo se notabilizado por sua oposição à administração atual, principalmente nos microfones de sua rádio, o que pretende fazer diferente, para não cometer os mesmos erros que aponta na atual administração?

Temos que ouvir a população sempre. Ficar fechado em gabinete faz com que o prefeito só ouça os seus assessores, que na maioria das vezes só elogiam. Escolher uma boa equipe de secretários e assessores é a decisão que sinalizará o que a administração será: uma gestão meramente política que se preocupa em dar cargos para cabos eleitorais ou uma gestão técnica com gente competente nas áreas que vão assumir. Penso que a boa política é aquela que leva resultados à população e isso só acontece com pessoal técnico, especializado em todos os setores. Outro fator importante é não deixar para tentar fazer algo nos últimos meses de administração. Tem que haver um planejamento para ser executado mês a mês, ano a ano. O que estamos assistindo hoje é a demonstração de que era possível ter sido feito algo desde 2021 quando o atual prefeito tomou posse. Outra questão importante é diminuir o número de cargos comissionados. Para que servem todos esses assessores? Muitos não têm nem cadeira para sentar ou mesa para trabalhar. Temos que cortar na carne para economizar recursos. Não podemos gastar mais do que arrecadamos. Tem que sobrar dinheiro para melhorar os serviços oferecidos a população.

Como está sendo formada a sua chapa de pré-candidatos a vereadores?

As chapas de vereadores estão sendo constituídas pela direção do meu partido com os partidos aliados, que estarão caminhando ao nosso lado numa jornada que tenho certeza que será vitoriosa.

“É importante diminuir o número de cargos comissionados. Para que servem tantos assessores? Muitos não têm nem cadeira para sentar”

Quais os critérios que o senhor utilizará para compor a sua equipe de auxiliares, principalmente o corpo de secretários municipais? Haverá indicações políticas?

Vou formar um corpo técnico com os melhores profissionais, homens e mulheres com vocação para servir, independentemente de partido político. Temos muitas pessoas de sucesso na iniciativa privada. Dourados é uma cidade de empreendedores. Temos que trazê-los para o poder público. Todos querem o melhor para Dourados, afinal de contas, quando a cidade cresce, todos crescem juntos. Uso exemplo da minha empresa. A 94 FM vive do comércio. Se o produtor rural vai bem, o comércio vai bem também. E o poder público tem que ajudar e não atrapalhar. Não fiz compromisso algum de cargos a ninguém, mas nada impede que bons nomes sejam indicados e acatados, desde que preencham os requisitos que citei acima.

“Ficar fechado em gabinete faz com que o prefeito só ouça os seus assessores, que na maioria das vezes só elogiam”

E as alianças? Vocês já definiram as coligações partidárias? Quais partidos vão apoiá-lo na campanha?

Vários partidos sinalizaram que querem caminhar conosco. Alguns já estão me acompanhando nessa pré-campanha, outros estão prestes a fazer o mesmo.

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