Juca Vinhedo –
A FRASE
“É inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos, como fica claro no documento enviado hoje por um de seus integrantes ao governo norte-americano”.
(Presidente Lula, sobre carta enviada pelo senador Flávio Bolsonaro ao governo Trump)
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Freio puxado
Ao reeditar o decreto de controle orçamentário, o prefeito Marçal Filho envia um recado claro: a prioridade, neste momento, é preservar o equilíbrio das contas públicas. A decisão pode até desagradar setores da administração, mas demonstra que a Prefeitura prefere conviver com restrições temporárias a correr o risco de comprometer a saúde financeira do município.
Desafio da gestão
Controlar despesas é a parte mais simples do decreto. O verdadeiro teste será manter o ritmo de obras, investimentos e prestação de serviços sem que a população perceba perda na qualidade do atendimento. Equilibrar austeridade e eficiência é uma das tarefas mais difíceis para qualquer administrador público.
Critério de avaliação
A prorrogação das medidas de contenção mostra que a queda na arrecadação continua preocupando os gestores públicos. Mais do que um ato administrativo, o decreto revela que Dourados, assim como outros municípios brasileiros, precisará fazer mais com menos recursos. A boa gestão das finanças tende a ser um dos principais critérios de avaliação da atual administração nos próximos meses.
Política de acolhimento
A articulação do vereador Franklin Schmalz ajudou Dourados a dar um passo importante na atenção à população migrante. A audiência pública proposta por ele resultou no lançamento, pela UFGD, do projeto de extensão Mediação Intercultural, voltado à orientação, inclusão e garantia de direitos de migrantes, refugiados e apátridas.
Ponte entre mundos
Franklin acertou ao aproximar Câmara, UFGD, poder público e sociedade civil em torno de uma pauta humana e necessária. O projeto vai formar mediadores interculturais para facilitar o acesso de migrantes aos serviços públicos, indo além da tradução de idiomas e criando pontes entre culturas, instituições e direitos.
Passaporte para a Europa
A pecuária sul-mato-grossense pode estar prestes a conquistar um importante selo de credibilidade internacional. A visita de pesquisadores alemães ao Pantanal para avaliar o sistema de produção sustentável abre caminho para que a carne produzida em Mato Grosso do Sul amplie seu espaço no exigente mercado europeu. Se vier o credenciamento, será uma conquista econômica e institucional para todo o Estado.
Vantagem competitiva
Em um cenário de barreiras sanitárias cada vez mais rigorosas, a sustentabilidade pode se tornar o maior diferencial da carne sul-mato-grossense. O interesse da Alemanha pelo modelo produtivo desenvolvido no Pantanal demonstra que preservar o meio ambiente e produzir com qualidade deixaram de ser conceitos opostos e passaram a caminhar lado a lado.
Compromisso cumprido
Ainda na campanha eleitoral, o deputado federal Geraldo Resende assumiu o compromisso de ampliar o apoio às entidades do Terceiro Setor. A entrega da obra do Hospital da Criança e do Adolescente com Deficiência, da APAE de Campo Grande, mostra que a promessa saiu do discurso para a prática. Dos R$ 14 milhões investidos no empreendimento, metade veio de emenda parlamentar destinada pelo deputado.
Muito além da saúde
Ao destinar R$ 7 milhões para a construção do hospital da APAE, Geraldo Resende não investiu apenas em uma obra. Apostou em um projeto que reúne atendimento especializado, cirurgias e reabilitação em um único espaço, beneficiando crianças e adolescentes com deficiência de todo o Estado. É um exemplo de como o Terceiro Setor pode ampliar a capacidade de atendimento do SUS quando recebe apoio efetivo do poder público.
Promessa “premiada”
O que era para ser uma boa ação virou dor de cabeça. A Câmara de Taquarussu aprovou, por unanimidade, uma nota de repúdio ao deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), o “Gordinho do Bolsonaro”, após a promessa pública de uma emenda de R$ 100 mil, anunciada por sua esposa (Gianni Nogueira, vice-prefeita de Dourados) durante um evento, não se concretizar.
Conta na mesa
Segundo a Câmara de Taquarussu, ofícios foram encaminhados, cobranças foram feitas e até a confirmação de recebimento do e-mail ocorreu. A resposta, porém, nunca veio. Resultado: os vereadores decidiram transformar o silêncio em nota oficial de repúdio.
Responsabilidade compartilhada
Ao comentar o episódio, Rodolfo Nogueira afirmou que o parlamentar apenas indica a emenda e que a liberação depende do Governo Federal. A explicação é tecnicamente correta, mas a Câmara de Taquarussu cobra justamente o compromisso anunciado em público.
Exemplo vem de cima?
Prefeitos costumam cobrar respeito às leis, prudência no trânsito e responsabilidade dos cidadãos. Por isso mesmo, causa estranheza ver Juliano Ferro, chefe do Executivo de Ivinhema protagonizando uma perseguição policial após, segundo a Polícia Militar, realizar manobras perigosas em via pública. Quem ocupa cargo público precisa lembrar que o exemplo também faz parte do mandato.
Quatro de uma vez
O saldo da aventura foi pesado: quatro multas de trânsito e um boletim de ocorrência encaminhado à Polícia Civil. Depois, Juliano Ferro admitiu que errou, mas justificou o episódio dizendo que “vive a vida”. Viver a vida é um direito de todos; colocar terceiros em risco, definitivamente, não.
Imagem arranhada
A popularidade de um gestor pode até sobreviver a um deslize. O problema é quando o episódio reforça a percepção de que a autoridade pública acredita estar acima das regras que valem para qualquer cidadão. Em política, reputação é construída lentamente, mas pode perder tração em poucos segundos.
Paulista de coração?
Se depender da primeira pesquisa Datafolha sobre a disputa pelo Senado em São Paulo, Simone Tebet começou a caminhada com o pé direito. A sul-mato-grossense aparece com 16% das intenções de voto, atrás apenas de Marina Silva, que registra 18%, e à frente de nomes de peso da direita paulista. Para quem ainda nem oficializou candidatura, o resultado reforça seu alcance político para além das fronteiras de Mato Grosso do Sul.
Patrimônio nacional
Durante anos, Simone Tebet foi vista como uma liderança regional. Agora, as pesquisas mostram outro cenário. Ao despontar entre os primeiros colocados na corrida por duas vagas ao Senado em São Paulo, a ex-ministra demonstra que construiu uma imagem nacional baseada em equilíbrio, diálogo e capacidade de articulação. Não é pouca coisa em tempos de polarização.
Rainha das redes
Com Simone Tebet disputando o Senado por São Paulo, Soraya Thronicke assumiu o posto de pré-candidata ao Senado com maior presença digital em Mato Grosso do Sul. Segundo levantamento citado por O Jacaré, ela soma 758.718 seguidores nas principais redes, mais que todos os demais concorrentes juntos.
Não é voto
A força de Soraya nas redes impressiona, mas a própria matéria lembra que curtida não resolve eleição. A senadora também aparece entre os nomes com maior rejeição no Estado, especialmente no eleitorado bolsonarista, que não perdoou sua mudança de rota política.
Arsenal doméstico
Quando um segurança do ex-presidente disse que andava armado porque Bolsonaro “mora com três mulheres”, muita gente imaginou um simples revólver para garantir a tranquilidade da casa. Agora, diante da lista de pistolas, espingardas e carabina que entraram na mira da Justiça, surgiu a dúvida: afinal, quem pretendia usar tudo isso? Um atirava, outro recarregava e o terceiro fazia a contagem da munição?
Plano de contingência
Pelas informações divulgadas, o arsenal inclui armas de diferentes calibres e modelos. Fica difícil entender a logística. Em caso de um hipotético ataque, Bolsonaro teria de escolher qual arma usar ou faria um sorteio? Porque, convenhamos, nem personagem de filme de ação consegue manejar tantas opções ao mesmo tempo.
Exagero preventivo
Se a justificativa era apenas garantir a segurança da residência, o estoque acabou despertando mais curiosidade do que tranquilidade. No fim das contas, a impressão é de que havia arma suficiente para proteger não apenas uma casa com três mulheres, mas talvez um condomínio inteiro. Ironias à parte, o maior desafio agora parece ser mesmo preencher o inventário.
Calúnia em apuração
A Procuradoria-Geral da República quer que a Polícia Federal ouça o senador Flávio Bolsonaro antes de concluir o inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, o depoimento é importante, inclusive, porque a legislação prevê a possibilidade de retratação em crimes dessa natureza, o que pode afastar eventual punição.
Última palavra
A investigação teve início após uma publicação em que Flávio Bolsonaro associou Lula a crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ao comentar a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A Polícia Federal concluiu haver indícios da prática de calúnia, mas a palavra final sobre eventual denúncia caberá à Procuradoria-Geral da República, após a conclusão do inquérito.
Olho vivo
A presença de diplomatas da Embaixada do Brasil nas audiências promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), sobre o chamado “tarifaço”, não foi uma reação de última hora ao discurso de Flávio Bolsonaro. Segundo o Itamaraty, trata-se de um procedimento adotado desde a primeira rodada de discussões, em 2025, com representantes brasileiros acompanhando os debates sem necessariamente fazer intervenções.
Na primeira fila
Além de acompanhar as manifestações do empresariado e de outros participantes, os observadores brasileiros também monitoraram o pronunciamento do senador Flávio Bolsonaro, inscrito para falar na audiência em Washington.



