Juca Vinhedo –
A FRASE
“Sai de lá pulando de alegria. Sara na hora.”
(Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL, sobre a eventualidade do ex-presidente Jair Bolsonaro ser solto).
“A quantidade de escândalos que envolvem o Flávio é assustadora porque o Flávio nunca quis ser presidente. O Flávio está lá em Brasília para fazer negócios. O lance do Flávio é ficar rico e comprar imóveis, ele gosta de imóveis”
(Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo Missão)
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“Point mineiro”
“Aberto das horas c’o quero até as horas c’o quisé”. Esse é o “horário de atendimento” estampado na parede do Brunella, estabelecimento que tem o pão de queijo considerado como um dos melhores do Estado. Produzido com uma receita exclusiva, o quitute não fica muitos minutos na estufa, porque a procura é grande. O estabelecimento fica à Rua Mozart Calheiros, no Jardim Água Boa.
Parceria estratégica
Em tempos de aperto nas contas públicas, a Prefeitura de Dourados decidiu estreitar o diálogo com quem investe e gera empregos. O prefeito Marçal Filho recebeu representantes da Inpasa para discutir novas parcerias voltadas ao desenvolvimento da cidade, apostando na união entre poder público e iniciativa privada para viabilizar projetos de interesse coletivo.
Bom exemplo
A conversa entre Prefeitura e Inpasa também resgatou uma experiência que deu certo: a reforma da Unidade Básica de Saúde do Jardim Ildefonso Pedroso, realizada pela empresa por meio da campanha “Adote uma UBS”. Se novas parcerias seguirem o mesmo caminho, Dourados poderá ganhar reforços importantes em áreas como infraestrutura e serviços públicos. Afinal, quando o investimento privado encontra boas iniciativas do setor público, quem costuma sair ganhando é a população.
Produção em alta
Se alguém ainda acha que vereador só trabalha às segundas-feiras, os números do primeiro semestre de 2026 dão munição para o contraditório. A Câmara de Dourados fechou o período com quase 3 mil proposições apresentadas, entre projetos, indicações, requerimentos e moções, além de 23 sessões ordinárias e uma produção legislativa que manteve o plenário movimentado.
Fiscalização em pauta
Nem só de projetos vive o Legislativo. O balanço da Câmara também destaca a intensificação da fiscalização sobre o Executivo, com requerimentos de informações, audiências e debates sobre temas que impactam diretamente a população. Afinal, legislar é importante, mas fiscalizar continua sendo uma das principais funções de qualquer Parlamento.
União e força

Ganha força, nos bastidores, a ideia de que os partidos que integram a base do governador Eduardo Riedel promovam suas convenções no mesmo dia: 1º de agosto. A proposta é transformar o encontro em uma demonstração de coesão e prestígio político. A data já é a preferida de PL, MDB e Republicanos, além de estar em análise pela Federação União Progressista e pelo PSDB.
Chuva de milhões
Às vésperas do período de restrições da legislação eleitoral, a bancada federal de Mato Grosso do Sul recebeu R$ 311,27 milhões em emendas parlamentares. A corrida contra o calendário foi nacional: o governo federal liberou um recorde de R$ 33,89 bilhões, garantindo que o dinheiro chegasse antes do chamado defeso eleitoral.
Sem distinção
Os números mostram que o cofre foi aberto para todos os lados. Parlamentares do PT, PL, PP, PSD, Republicanos e União Brasil receberam liberações expressivas. O senador Nelsinho Trad liderou o ranking dos recursos pagos, com R$ 59,7 milhões. Em seguida aparecem Soraya Thronicke, com R$ 51,2 milhões, enquanto a senadora Tereza Cristina (PP), que teve R$ 13,70 milhões pagos até o início deste mês. Pela Câmara, o deputado Rodolfo Nogueira, recebeu R$ 33,4 milhões.
Dinheiro na conta
Além dos maiores contemplados, os demais deputados federais da bancada de Mato Grosso do Sul também receberam liberações milionárias de emendas antes do prazo imposto pela legislação eleitoral: Rodolfo Nogueira (R$ 33,4 milhões), Geraldo Resende (R$ 31,9 milhões), Beto Pereira (R$ 30,8 milhões), Dagoberto Nogueira (R$ 29,9 milhões), Vander Loubet (R$ 29,4 milhões), Camila Jara (R$ 28,7 milhões), Marcos Pollon (R$ 24,5 milhões) e Dr. Luiz Ovando (R$ 21,7 milhões).
Vice mais distante
A crise entre o senador Ciro Nogueira e o pré-candidato Flávio Bolsonaro começa a produzir efeitos que vão além da relação entre PP e PL. Com a possibilidade de a Federação União Progressista retirar o apoio à candidatura do senador, também perde força a chance de o grupo indicar o nome que ocuparia a vaga de vice na chapa presidencial.
Tereza fora
Para Mato Grosso do Sul, a mudança de cenário tem um reflexo direto. Com o esfriamento das conversas entre a Federação União Progressista e o PL, fica praticamente descartada a hipótese, já considerada remota, de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) integrar a chapa de Flávio Bolsonaro como candidata a vice-presidente. O pré-candidato vinha procurando um nome feminino para compor a chapa, mas, ao que tudo indica, terá de ampliar novamente a busca.
Memória curta 1
Tarcísio de Freitas resolveu atacar Simone Tebet por disputar eleição em São Paulo. O curioso é que o governador paulista nasceu no Rio de Janeiro e também precisou mudar o domicílio eleitoral para concorrer no Estado. Em política, às vezes a crítica sai pela boca e volta pelo currículo.
Troco seco
Simone não deixou barato e respondeu na lata: é corintiana, paga impostos em São Paulo há 10 anos e não precisou dar endereço alheio para se candidatar. Foi uma daquelas respostas curtas, diretas e suficientes para desmontar o discurso do adversário.
Aliado em baixa
O ataque de Tarcísio veio depois de pesquisa apontar Guilherme Derrite, seu candidato ao Senado, apenas em quinto lugar. Simone, por outro lado, aparece no pelotão da frente. Quando o aliado não decola, a estratégia vira aquela velha receita: atacar quem está crescendo.
Restrições descumpridas
A carta em que Jair Bolsonaro se dirige diretamente “ao povo brasileiro” pode representar, segundo o advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, descumprimento das restrições impostas pelo STF. O ex-presidente está proibido de utilizar redes sociais direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros, justamente para impedir que suas manifestações cheguem ao público por caminhos alternativos.
Esticando a corda
O trecho juridicamente mais delicado pode estar na nomeação de Flávio Bolsonaro como “porta-voz” do pai. Afinal, se Jair Bolsonaro está impedido de se manifestar à população, inclusive por meio de terceiros, a indicação formal de alguém para transmitir suas posições políticas pode ser interpretada como tentativa de contornar a ordem judicial. Para Kakay, o episódio justificaria até nova decretação de prisão.
PL Mulher
Sem encontrar um nome que considere capaz de ocupar o espaço deixado por Michelle Bolsonaro, Valdemar Costa Neto cogita um caminho inusitado: acabar com a presidência nacional do PL Mulher. A justificativa oficial é a força política da ex-primeira-dama, mas a proposta também evita a disputa interna por uma cadeira que, ao que tudo indica, ninguém quer ver ocupada por outra liderança feminina.
Saia justa
Ao explicar por que não pretende escolher uma sucessora para Michelle, Valdemar soltou a frase: “Você sabe como é mulher, né?”. A declaração repercutiu imediatamente nas redes sociais e abriu espaço para críticas, justamente num momento em que os partidos tentam ampliar a participação feminina na política. Um comentário que criou mais problemas do que soluções.
Efeito dominó
A prisão do ex-prefeito Márcio Canella, apontado como nome do União Brasil para o Senado no Rio de Janeiro, provocou um efeito imediato na política fluminense. A federação PP-União Brasil já trabalha com o descarte do apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, demonstrando que, em ano eleitoral, um fato policial pode reescrever alianças em poucas horas.
Palanque abalado
O projeto presidencial de Flávio Bolsonaro sofreu um revés justamente em seu principal reduto eleitoral. Além da prisão de um aliado de primeira hora, o senador viu esfriar a articulação com a federação PP-União Brasil, tornando mais difícil a construção de um palanque robusto no Rio de Janeiro, Estado considerado estratégico para sua campanha.
Prazo na mesa
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que a decisão sobre a tarifa adicional de 25% contra produtos brasileiros sairá “muito em breve”. O prazo legal vence nesta quarta-feira (15), e Washington admite que ainda há grande distância entre os dois países.
Tiro no pé
Empresas dos próprios Estados Unidos, como Coca-Cola, Nestlé, Tesla, eBay e Siemens, pediram que a tarifa contra o Brasil não seja aplicada. O argumento é simples: a medida pode encarecer alimentos, medicamentos e insumos agrícolas para os consumidores americanos. Ou seja, Trump mira o Brasil, mas pode acertar o bolso do próprio eleitor.
Memória curta 2
“Estamos nos 45 minutos do segundo tempo. Existem duas saídas: Bolsonaro ou o Aeroporto Internacional de São Paulo”. A frase dita pelo empresário Luciano Hang antes das eleições de 2022, insinuava que se Lula vencesse o pleito, muitos empresários deixariam o país. Hoje, com o empresário anunciando para agosto a inauguração de mais uma megaloja em Tramandaí (RS), fica claro o quanto tem gente que gosta de ser enganada pela elite brasileira.



